quinta-feira, 17 de maio de 2012
Mistérios do DNA
Enquanto a ciência ocidental investiu no Projeto Genoma Humano Internacional enfocando 5% dos trigêmeos de codificação de DNA, na União Soviética, em 1990, um grupo de cientistas da Academia Russa de Ciências foi formado para estudar o genoma humano por completo. Esta pesquisa foi conduzida pelo Dr. Pjotr Garjajev, membro da Academia Russa de Ciências, bem como a Academia de Ciências de Nova York. A pesquisa russa foi tomando um amplo ângulo e realizou uma vista agradável, em seus estudos. A equipe de investigação incluiu físicos, biológicos, biólogos moleculares, embriologistas e especialistas em linguística. A pesquisa revelou que o suposto DNA descartável, que foi completamente esquecido e negligenciado pela ciência ocidental, havendo sobra redundante de evolução em tudo. Estudos linguísticos revelaram que a seqüência dos códons de DNA não-codificados segue as regras de uma sintaxe básica. Há uma estrutura definida e lógica na sequência destes tripletos, como um idioma biológico. A pesquisa revelou ainda que os códons realmente formam palavras e frases tal como a nossa linguagem humana comum segue as regras gramaticais.
Os cientistas têm realizado muitas pesquisas sobre as origens da linguagem humana e as origens das regras gramaticais que são tão essenciais para todas as línguas humanas, mas eles sempre conseguiram encontrar a fonte. Mas agora pela primeira vez na história das origens da linguagem pode ser surpreendentemente atribuído ao DNA. A linguagem dos genes é muito, muito mais velho do que qualquer linguagem humana que já foi proferida neste globo. É até concebível que a gramática do DNA em si serviu de modelo para o desenvolvimento da fala humana.
Considerando que o Projecto do Genoma Humano ocidental decifra o código 'linguagem mecânica' da molécula de DNA, a estrutura de 'bits' do DNA formado pela sequência de nucleótidos, estudiosos russos descobriram a presente linguagem de nível mais elevado no DNA. Outro fato surpreendente que o grupo de Garjajev descobriu foi que o DNA é de nenhuma maneira um livro fechado da vida. Ele descobriu que o texto do livro DNA pode ser alterado. Os códons da seqüência de DNA podem ser reorganizadas em seqüências diferentes. Em outras palavras, o software do genoma humano(nossas moléculas de DNA) pode ser reprogramado! A pesquisa revelou que os trigêmeos na seqüência de DNA são capazes de trocar de lugar.
Uma vez que o DNA foi encontrado para ter uma sintaxe e semântica semelhante às nossas línguas humanas, indicou que o nosso entendimento atual restrito de DNA que serve apenas para a codificação da reprodução de proteínas para a indústria química, é apenas metade da história.
Quando in vitro, o ADN em tubos de ensaio foi exposto à luz laser coerente, a luz do laser permaneceu em espiral ao longo da hélice de ADN como se ele fosse guiado pela estrutura da molécula de DNA. O efeito mais surpreendente foi notado quando o próprio DNA foi removido e a luz laser permaneceu em espiral! O vácuo do espaço que estava anteriormente ocupada pelo DNA tinha mudado e a luz do laser continuou em espiral. Estes efeitos foram medidos e manteve-se durante algum tempo após o DNA ser removido. O efeito é tornou-se bem conhecido como o efeito fantasma de DNA. Vladimir Poponin e a sua equipe da Academia de Ciências Russa repetiu o trabalho de Garjajev no Instituto Hearthmath em Poponin EUA, concluiu novamente que uma estrutura de campo foi formado no vácuo físico, mesmo quando o DNA original foi removido. Já vimos exemplos semelhantes de alterações de vácuo antes que pudessem ser atribuídas aos campos de torção.
Programação do DNA
A experiência mais impressionante, realizada pelo grupo de Garjajev foi a reprogramação das seqüências de DNA(códons), usando luz laser modulada. De sua sintaxe gramatical descoberta, linguagem do DNA que foram capazes de modular a luz laser coerente e as ondas de rádio e até mesmo adicionar semântica (significado) para a onda portadora. Desta forma, eles foram capazes de reprogramar no DNA in vitro, usando as frequências ressonantes corretas de DNA. A descoberta mais impressionante feita até agora é que a língua falada pode ser modulada para a onda portadora com o mesmo efeito de reprogramação. Agora, esta é uma descoberta desconcertante e surpreendente! Nosso próprio DNA pode simplesmente ser reprogramado pela fala humana, supondo que as palavras são moduladas pelas frequências portadoras corretas!
Considerando que a ciência ocidental utiliza complicados processos químicos e biológicos para cortar e colar tripletos na molécula de DNA, o cientista russo utilizando luz laser modulada para fazer exatamente a mesma coisa, têm provado ser muito bem sucedido na reparação material de dano no DNA in vitro!
As terapias da luz laser com base nos resultados Garjajev são já aplicada em alguns hospitais europeus acadêmicos com sucesso em vários tipos de câncer de pele. O câncer está curado sem cicatrizes remanescentes.
O DNA humano é uma Internet biológica e superior em muitos aspectos à uma artificial. A mais recente pesquisa científica russa direta ou indiretamente, explica fenômenos como a intuição, clarividência, atos espontâneos e remotos de cura, auto cura, técnicas de afirmação, a luz incomum / auras em torno das pessoas (ou seja, espirituais), influência da mente sobre os padrões climáticos e muito mais. Além disso, há evidências de um novo tipo de medicina em que o DNA pode ser influenciado e reprogramado por palavras e frequências sem remover e substituir um único gene.
Apenas 10% do nosso DNA está sendo usado para a construção de proteínas. É este subconjunto do DNA que é do interesse dos pesquisadores ocidentais e está sendo examinado e categorizado. Os outros 90% são considerados "DNA lixo". Os pesquisadores russos, no entanto, convencidos do contrário, juntou-se a linguistas e geneticistas em uma aventura para explorar os 90% de "DNA lixo". Seus resultados e conclusões são simplesmente revolucionários!
Segundo eles, o nosso DNA não é apenas responsável pela construção de nosso corpo, mas também serve como armazenamento de dados e na comunicação. Os linguistas russos descobriram que o código genético, especialmente no aparentemente inútil 90%, segue as mesmas regras que todos os nossos idiomas humanos. Para este fim, eles compararam as regras da sintaxe (a forma em que as palavras são unidas para frases de formulários e sentenças), semântica (o estudo do significado nas formas de linguagem) e as regras básicas da gramática.
Eles descobriram que os alcalinos de nosso DNA seguem uma gramática regular e têm regras do jogo apenas como nossas línguas. Então idiomas humanos não aparecem por acaso, mas são um reflexo do nosso DNA inerente.
O biofísico russo e biologista molecular Pjotr Garjajev e seus colegas também exploraram o comportamento vibracional do DNA.O resultado foi: ". Cromossomos vivos funcionam como sólitons/holografia que utilizam a radiação laser endógena no DNA." Isto significa que eles conseguiram por exemplo, para modular a certos padrões de frequência para um raio laser e, com ela influenciou a frequência de ADN e, portanto, a própria informação genética.
Uma vez que a estrutura básica do DNA,alcalinas pares e da linguagem (como explicado anteriormente) são da mesma estrutura, nenhuma decodificação de DNA é necessária. Pode-se simplesmente usar palavras e sentenças da linguagem humana! Isso, também, foi provado experimentalmente! Substância DNA viva (no tecido vivo, não in vitro), sempre reagirá aos raios laser modulados linguagem e até mesmo ondas de rádio, se as frequências apropriadas estiverem sendo usadas. Isto explica finalmente e cientificamente por que as afirmações, o treinamento autógeno, hipnose e a vontade podem ter efeitos tão fortes nos humanos e seus corpos. É perfeitamente normal e natural para o nosso DNA reagir à linguagem. Enquanto os pesquisadores ocidentais cortam genes simples do DNA e inseri-los em outros lugares, os russos entusiasticamente trabalhou em dispositivos que podem influenciar o metabolismo celular através do radiação modulada adequada e frequências de luz e assim reparar defeitos genéticos.
O grupo de pesquisa de Garjajev conseguiu provar que com este método, cromossomos danificados por raios-x, por exemplo, podem ser reparados. Eles até capturaram padrões de informação de um DNA particular e os transmitiram para outro, reprogramando assim as células para outro genoma. Assim eles transformaram com êxito, por exemplo, embriões da rã em embriões da salamandra, simplesmente ao transmitirem os padrões de informação do DNA! Desta forma, toda a informação foi transmitida sem quaisquer dos efeitos secundários ou desarmonias encontradas quando se extrai e se reintroduz genes simples do DNA.
Isto representa um inacreditável mundo transformado por revoluções e sensações! Tudo isto simplesmente pela aplicação da vibração e da linguagem em vez de o procedimento de corte arcaico! Este experimento demonstra o poder imenso da genética, que obviamente tem uma influência maior sobre a formação de organismos do que os processos bioquímicos das sequências alcalinas.
Os professores esotéricos e espirituais conheceram por eras que o nosso corpo é programável pela linguagem, palavras e pensamentos. Isso já foi cientificamente provado e explicado. Claro que a freqüência tem que ser correta. E é por isso que nem todos são igualmente bem-sucedidos ou pode fazê-lo sempre com a mesma força. A pessoa individual deve trabalhar nos processos internos e de maturidade, a fim de estabelecer uma comunicação consciente com o DNA. Os pesquisadores russos trabalham em um método que não depende destes fatores, mas que sempre funcionará desde que se use a freqüência correta.
Mas quanto mais desenvolvida for a consciência de um indivíduo , menos necessidade há para qualquer tipo de dispositivo! Pode-se alcançar estes resultados por si mesmo, e a ciência vai finalmente parar de rir de tais idéias e confirmará e explicará os resultados. E não termina aí.
Os cientistas russos também descobriram que o nosso DNA pode causar padrões perturbadores no vácuo, produzindo assim buracos de minhoca magnetizados! Buracos de minhoca são os equivalentes microscópicos das chamadas pontes de Einstein-Rosen na vizinhança dos buracos negros (deixados pelas estrelas extintas). Estas são as conexões de túnel entre áreas totalmente diferentes no universo através do qual as informações podem ser transmitidas fora do espaço e do tempo. O DNA atrai estes pedaços de informação e passa-os para a nossa consciência. Este processo de hipercomunicação é mais eficaz em um estado de relaxamento.
Stress, preocupações ou um intelecto hiperativo impede hipercomunicação bem-sucedida ou a informação será totalmente distorcida e inútil. Na natureza, hipercomunicação foi aplicada com sucesso por milhões de anos. O fluxo organizado de vida nos estados de insetos prova isto dramaticamente. O homem moderno sabe disso, somente em um nível muito mais sutil como "intuição". Mas nós, também, podemos recuperar o pleno uso do mesmo .
(Resultados Revolucionários da genética moderna > Grazyna Fosar e Bludorf Franz)
segunda-feira, 14 de maio de 2012
Opulência dos que nada tem ...
Noite pensativa, observando minhas lembranças, mas desejo parar,pois o vazio começa a aumentar. Como é valioso todos esses "mundos" frágeis e extremamente realistas, acho mais integro permanecer na minha surrealidade do que viver de uma forma existencialmente patética ... Viver é um presente, existir uma punição , encontro em locais e ocasiões mediucres a relevância de um sentimento sincero e desconheço a felicidade dos belos ternos, homens e mulheres bem sucedidas, suprimindo o sofrimento que é existir num meio tão material, continuo vagando nas sombras, entre mendigos e bêbados, encontro sorrisos sinceros, onde não há dentes, magia, onde não há mantos ou rituais, encontro generosidade, onde não há alimento...
Ventos mortíferos ...
Embora tenhamos uma visão predominante sobre o ar e todas as suas singularidades , ligadas a questões científicas e misticas, ele também é o responsável por nossa destruição, O oxigênio tem uma função profundamente destrutiva em relação à todos os seres orgânicos.
O Oxigênio é responsável pela gradativa deterioração do organismo , corrompendo tecidos e órgãos com o passar dos anos, destruindo células e dificultando a distribuição de nutrientes pelo organismo, arruinando funções hormonais fundamentais para continuidade do estado consciente de interação ambiental que chamamos de existência, alguns denominam vida, algo muito relativo, avaliando por outros pontos de visão mais criteriosos, podemos afirmar que não estamos vivendo, a palavra morte e suas derivações são bem mais usuais para caracterizar tal condição.
Boa morte ...
Mortos desde o princípio ..
Não existe ritualística, credo ou dogmas , o que existem são homens incinerando suas almas, seus pensamentos mais profundos de uma vaga lembrança Hiperbória, um dia inútil de criação etereal, onde temos nossa genesis, nosso momento mais cruel, existir é extinguir, viver é destruir, somos o Satan de todos os dias, humanidade opositora da vida.
Exterminamos Marte, do verde, traçamos seu vermelho destino e nos alimentamos desse passado indigno, ressurgindo em todas as eras...
Todos somos a peste, fome, guerra e morte..
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Rito à Hécate ...
" Hécate, com sua luz, elimine às trevas em minha mente e eleve meu espírito."
Esta cerimónia está escrita pra todos aqueles que desejam honrar a deusa Hécate e dedicar-se a uma maior compreensão dos mistérios. Isso pode ser feito sozinho ou como parte de uma grande cerimônia, com ou sem um espaço ritual oficial, isso depende da pessoa. É preferível (mas não necessário) efetuar as palavras e os movimentos da cerimônia como escrito abaixo,manter-se inalterado, no entanto se por razões espirituais, mágicas ou pessoal, você deseja alterar parte da cerimônia, é-lhe dada permissão para fazê-lo desde que não altere o objetivo da cerimônia.
Preparação:
Encontre um lugar calmo onde você pode realizar a cerimônia sem perturbações. Você vai precisar de uma vela (ou outra forma de adoração como uma chama ou uma luz). Você pode querer dedicar / consagrar a vela, ou qualquer outros materiais que você usa em uma maneira que se encaixa na tradição habitual com a qual você trabalha, caso contrário, apenas certifique-se que está limpo.
Preâmbulo:
Fazer-se sentir confortável, respirar fundo e encontrar um equilíbrio, equilíbrio de mente, alma e corpo, que irá mostrar-lhe o orgulho e beleza do mundo. Respire profundamente e encontre a voz que dirá palavras de intenção verdadeira e pura. Respire profundamente e invoque a liberdade em seu coração para que você possa expressar-se com pureza de poder, intenção e desejo.
Coloque as mãos sobre o coração (3 batimentos cardíacos),o indicador e médio de sua mão dominante nos lábios (3 batimentos cardíacos) e, em seguida, sua testa (3 batimentos cardíacos). Agora, feche seus punhos e levante as mãos para os céus.
Abra suas mãos, da esquerda para a direita e de cima para baixo e invocar a Deusa.
Invocação:
Eu invoco,a Grande mãe do Céu, Terra e Mar
Dos mistérios de sua noite,
Pela luz da Lua e pela sombra solar
Eu invoco, a Senhora da vida, morte e renascimento
Surgi ao longe, do mundo das sombras para alimentar minha alma e iluminar a minha mente
Triforme Senhora das três vias
Por favor, Senhora das almas vagando pela Noite
Para antecipar a sabedoria das estrelas
Para derrubar o entre você e as trevas
Criador da Vida!
Deusa dos reinos sombrios! Rainha condutora da luz !
Sussurra os seus segredos agora!
Portadora da tocha! Ctônica! Céu!
[Levante suas mãos com as palmas voltadas para os céus (3 batimentos cardíacos) e então tocar o chão com as palmas das mãos.]
[Sentado na frente da vela, prepare-se para virar.]
[Tome 3 respirações profundas e deixe os seus sentidos serem despertados.]
Dize-lhes:
Hecate, companheira e guia para os mistérios
Eu acendo esta chama sagrada em honra à você (aqui, acender a vela)
Luz, ligue as estrelas à terra, os céus e a terra
Com esta chama,eu expresso meu desejo de uma maior compreensão de seus mistérios.
Grande Hecate transformadora das grades estelares, domine a espiral da vida
Guia-me pelas veredas da compreensão
De cruzamento em cruzamento,
Oh, portadora da tocha e conhecedora dos mistérios venha ao meu encontro.
[Agora, sente e assista as chamas piscarem e dançarem, permita-se concentrar nas diferentes cores do fogo, amarelo, vermelho, azul, branco e preto. Se você quiser, medite com as chamas, buscando visões ou presságios. Da mesma forma, você pode desligar-se da vela e deixar o seu verdadeiro eu comandar,irradiando os belos mistérios deste dia em diante, a chama de Hecate continua a queimar em seu coração!]
Agora, banir as sombras da dúvida em minha mente
A partir do silêncio e do calor da nossa união
Eu sinto o seu brilho dourado em meu coração
E a grandeza do conhecimento na minha testa,
Eu sou um(a) estudante em seu triplo mistério.
Apague o fogo e então coloque as mãos em seu coração (3 batimentos cardíacos), indicador e médio de sua mão dominante para os lábios (3 batimentos cardíacos) e, em seguida, sua testa (3 batimentos cardíacos).
Vire as palmas das mãos para o céu e, em seguida, toque a terra.
Fonte: http://sacredfires.co.uk/
sexta-feira, 13 de abril de 2012
Baal/Baal-Zebube/Bel-Zebube/ Bel-Zebuth/ Belzebuth :
Deus da fertilidade e tempestades. Baal é uma palavra comum semita que significa "senhor" ou "proprietário". O título foi dado ao Deus local de quase todas as cidades em Canaã. Devido à importância da chuva para a vida nas terras secas do Oriente, esses Deuses locais eram geralmente associados à fertilidade e ao ciclo das estações secas e úmidas. Baal,era chamado de senhor da terra e senhor da chuva e orvalho. Tabletes de argila encontrados nas ruínas da antiga cidade de Ras es-Shamrah (na atual Síria) contém uma série de histórias sobre como Baal tornou-se o deus da chuva e ganhou poder sobre as águas da terra.
De acordo com os contos, Yam, o deus do mar, exigiu a servidão e total rendição de Baal. Ele enviou mensageiros a Baal, pedindo-lhe para se render, mas Baal atacou os mensageiros e os enxotava. Baal então lutou com Yam e usando duas armas mágicas, o derrotou e tomou o controle das águas. Na história, Yam representa a natureza destrutiva da água: rios e mares que inundam a terra, arruinando plantações e matando animais. Baal representa os poderes positivos da água: chuva e orvalho, fornecedores da umidade necessária para fazer as colheitas crescerem.

Baal confronta a Morte
Outros mitos de Baal fazem referências a sua ligação com a fertilidade e ao ciclo das estações. Uma dessas histórias narra a batalha entre Baal e Mot, o Deus da morte e infertilidade. Depois de conquistar o poder de Yam, Baal reclamou que não tinha casa, como os outros Deuses . El concordou com Baal e construíram uma bela casa. Quando foi terminado, Baal fez uma festa grande, mas ele não convidou Mot. Muito insultado, Mot convidou Baal para um jantar no submundo. Apesar de medo, Baal não podia recusar o convite. A comida servida à mesa Mot era lama, o alimento da morte, e quando Baal comeu, ele ficou preso no submundo. Enquanto Baal estava preso no submundo, a fome atingiu a Terra, El, muito preocupado com a situação, procurou alguém para substituir Baal. Asherah, recomendou seu filho: Ashtar.
El foi convencido a dar o trono de Baal para Ashtar, filho de Asherah. Mas quando Ashtar, o Deus da irrigação, sentou sobre o trono, seus pés nem tocaram o chão. Percebendo que não poderia preencher o lugar de Baal, Ashtar entregou o trono.
Enquanto isso, a esposa/irmã de Baal , a feroz deusa Anat, viajou para o submundo. Depois de Mot o dividir com sua espada, ela o venceu com seu leque, resgatou Baal, ainda partido, queimou os pedaços e fundamentou as partes num moinho,plantando o Deus despedaçado no chão. Estas ações trouxeram Baal de volta à vida. Mais tarde Mot também foi restaurado à vida, houve um novo confronto entre eles . No final, quando a vida e a morte estavam a ponto de extinguir um ao outro, causando um grande desequilíbrio, Shapath, a Deusa do Sol ordenou o encerramento do confronto, Baal recuperou seu trono, e a terra tornou-se fértil novamente.
Como a história de Yam, esse mito enfatiza a importância da chuva para a terra. Baal representa a fertilidade,as chuvas da primavera, enquanto Mot representa a seca dos meses de verão. As ações tomadas por Anat contra Mot ,definem os processos de colheita, seleção e plantio,medidas tomadas pelos agricultores no processo de cultivo do trigo. Eles preparam parte do plantio para uso como alimento durante o inverno e usavam as sementes e brotos preservados, para criar mais colheitas no próximo ano. Shapath, representa a fundamental importância do Sol, como a fonte primordial para os princípios ligados a vida e a morte. Ao derrotar a seca (Mot), as chuvas (Baal) renovam a terra a cada ano, permitindo que a vida floresça no seco Oriente Médio.
O culto de Baal foi comum no antigo oriente médio. Os tabletes de argila de Ras es-Shamrah datam de cerca de 1500 A.C, Baal também foi popular no Egito de cerca de 1400-1075 A.C. Na Mesopotâmia, Baal era conhecido dos babilônios e assírios, e ele foi identificado com os Deuses Marduk e Ashur. Os gregos o chamavam de Deus Belo e identificavam-no com Zeus.
Tal como os outros habitantes de Canaã, os antigos hebreus adoravam deuses, epítetos de Baal, honravam seus filhos com nomes que terminam com baal:como Jaso-baal(Jasobeão), o filho do rei Saul. De fato, o hebraico Deus Yahweh parece ter compartilhado muitas das características de Baal.
Belzebu, O Senhor das Moscas
Baal-Zebube, Deus da cidade filistéia de Ecrom. Baal-zebube, significa "senhor das moscas", é provavelmente um dos epítetos mais recentes de Baal em relação à arcaica organização do seu culto. Provavelmente é uma versão divina do senhor da fertilidade gerada pela adaptação mitológica do confronto entre Baal e Mot, uma versão onde o Deus da morte é triunfante e se apossa dos poderes de Baal e consequentemente, dos poderes de Yam, o Deus das águas, criando um reino de morte e putrefação.
Na antiga civilização da Mesopotâmia, havia o culto a Baal, Deus Solar da agricultura, terra e fertilidade, de acordo com as lendas, Baal era um bondoso e generoso Deus , sempre atento às necessidades humanas, abençoando todos os seus devotos com abundância e opulência, com o passar das eras o ser humano passou a tratar o seu culto com descaso , abandonando seus ritos e tradições, com o passar do tempo começaram a duvidar do poder e da presença divina do senhor da terra. O Deus, prezava o amor e a simpatia pelos seres humanos e nunca teve a intenção de castigá-los , Baal reteve toda a sua angústia , rancor e ódio pelos seres humanos nos confins de sua consciência , tentando esconder sua fúria em dimensões esquecidas pela sua realidade divinal, os humanos depredaram o seu culto cada vez mais , blasfemaram sobre sua honra, por fim, mudaram o seu nome com o intuito de ofende-lo, deram as costas a toda a benevolência do seu senhor e corromperam a figura do Deus solar de sua civilização, desvirtuaram o seu nome, chamando-o de Beliel (Perverso) .
Por eras de ofensa , ele condensou toda a sua fúria e sentimentos Divinos com intenções vingativas, tentando privar os seres vivos que tanto amava de calamidades que seu poder iria promover na face da terra, influenciado pelo seu desejo envolto do caos que a humanidade emanou sob forma distorcida de fé para seu Deus supremo . Por tempos tudo isso se tornou cada vez mais intenso para o Deus e a humanidade continuou a promover a discórdia mediante a figura e culto do seu senhor, Baal , num momento de extrema tristeza , por um estante adormeceu, cansado de ver seus amados filhos praticarem tanta discrepância, ele fechou seus olhos por um breve momento de descanso, nesta fração da infinita cronologia divina, sua consciência baixou suas guardas e toda aquela força destruidora, todo o sentimento caótico condensado em sua consciência tomou forma e conseguiu dominar a razão divina do Deus, temendo que todo o seu poder fosse possuído por está força oculta que por eras ele conteve, Baal retirou a parte antagônica de sua massa, expelindo todo aquele mal materializado sob a forma de sofrimento, miséria, destruição e ódio. Nesse momento, surgiu Baal-Zebube/ Bel-Zebuth " O senhor das moscas ".
Existem certas formas de interpretar as energias que influenciam nossas existências, uma das mais interessantes é a interação da figura em alguns tipos diferentes de ciências ocultas, assim ocasionando um coeso através da comparação das partes envolvendo a figura do temido ser Qliphótico.
Segundo a filosofia cabalística, Qliphot é uma dimensão habitada por seres astrais de intenções maléficas e polaridade negativa, cada esfera correspondente as sub-dimensões desse reino tem uma correspondência com todos os planos, padrões de interação e influencias energéticas causando determinadas alterações na realidade.
Qliphot. A sombra da árvore da vida e os frutos da árvore da morte :
Cada uma dessas determinadas sub-dimensões, interpretadas de formas diferentes em vários seguimentos místicos e filosóficos prezados pelos praticantes de ocultismo e outras doutrinas, possuem portões que limitam a entrada e os segredos devidamente guardados nas profundezas dessas realidades, cada uma dessas realidades tem seus defensores, denominados guardiões dos portais , seriam os principais regentes dos princípios cósmicos de procedência caótica e polaridade negativa.
Bel-Zebuth, segundo essa diretriz mágica seria o guardião do portão de JAUCH plano inverso da esfera de HOD. Comandaria as questões ligadas ao ódio, os sentimentos vingativos e toda a forma de punir os seres vivos, seria a emanação cósmica do puro sofrimento e da putrefação, responsável pela degradação dos seres vivos, provavelmente ligado com a renovação da esfera biológica e seu processo alquímico natural.
Belzebuh e a Astrologia:
Segundo a lendas populares, o mesmo seria o príncipe do inferno, herdeiro do trono infernal, toda essa hierarquia, denominou durante séculos uma serie de comparações entre outras vertentes ocultistas e seu métodos de definição do equilíbrio universal. A comparação com a astrologia age de maneira muito interessante levando em consideração a interpretação das questões envolvidas.
Bel-Zebuth seria o demônio que teria a regência dos atributos cósmicos transversais do Astro Saturno, logicamente suas características e envolvimento com as propriedades tanatológicas contribuiu com essa comparação com bastante impacto. O fato de saturno ser o filho do deus do céu Urano e de acordo com a mesma comparação o senhor infernal Lúcifer ser denominado como o regente das propriedades transversais do astro , determinou com bastante afinco essa tese.
Bel-Zebuth e suas possessões:
A determinada figura infernal detém o maior número de possessões autenticas na historia da igreja católica, sendo o único demônio nunca expulso dos corpos canalizados , uma de suas características é a sua permanência no corpo físico até a extinção das forças biológicas levando o ser vivo a morte, um dos fatos que contribuem a autenticidade, é a sua marca característica de vomitar uma espécie rara de víbora , encontra somente em uma determinada região africana.
quinta-feira, 12 de abril de 2012
Belial ..
"O Sexagésimo oitavo espírito é Belial. É um rei poderoso e foi criado em seguida após Lucipher. Ele aparece na forma de dois anjos formosos que se sentam em uma Carruagem do fogo. Ele fala com uma voz graciosa e logo declara que caiu indignamente, ocupava o posto que pertence atualmente a Mikael. Sua função é distribuir cargos elevados e causar o favor dos amigos e inimigos. Ele concede espíritos familiares excelentes e reina sobre 50 legiões. Só responde corretamente as perguntas se o Magista lhe oferecer algum sacrifício ou similar. Mas então ele tentará ludibria-lo, a menos que seja obrigado por alguma potência divina".
Belial/Beliel:
Nome originário da linguagem Hebraica.
Significado: Perverso/Perversidade.
Derivação: Bliol(Rebelde)
Satanismo moderno:
Trecho da Bíblia Satânica (Anton Szandor Lavey)
O maior apelo da mágica não está em sua aplicação, mas no seus meandros esotéricos. O elemento de mistério que tão pesadamente envolve a prática das artes negras tem sido favorecidos, deliberadamente ou por causa da ignorância, por aqueles que freqüentemente reivindicam a maior experiência como mestres. Se a menor distância entre dois pontos é a linha reta, então os ocultistas estabelecidos deveriam ser bons fazedores de confusão. Os princípios básicos da cerimônia mágica tem sido relegados há tanto tempo até o infinito por freios de repressão do misticismo escolástico, que o aprendiz de mago se torna a vítima de cada arte incorreta que ele, por si mesmo, deveria estar empregando! Uma analogia pode ser mostrada pelo estudante de psicologia aplicada que, não obstante saber todas as questões, não pode fazer amigos.
Qual o bem no estudo de falsidades, a menos que cada um acredite em falsidades? Muitos, é claro, acreditam em falsidades, mas ainda agem de acordo com a lei natural. É sobre esta premissa que o satanismo se baseia. Este é um livro elementar - um texto básico sobre magia materialista.
Belial significa “sem um mestre”, e simboliza a verdadeira independência, a auto-suficiência, e a realização pessoal. Belial representa o elemento terra, e nele será obtido mágica com ambos os pés no chão - real, completa, procedimento mágico - não banalidades místicas destituídas de uma razão objetiva. Não procure em outro lugar. Aqui está a base sólida!
Hebreus:
"Segundo Gênesis, Abraão nasceu em Ur, cidade caldéia da Mesopotâmia, e recebeu do Senhor a ordem de abandonar seu povo e se estabelecer na terra de Canaã (terra prometida). Isso teria ocorrido por volta de 2000 a.C. e seus descendentes teriam se multiplicado e formado o povo israelita.
O mito explicativo da origem de um povo, a partir de um ancestral comum, é bastante desenvolvido em sociedades primitivas nômades e pastoris, como a dos primitivos hebreus.
Nesse estágio, os israelitas, portadores de uma economia nômade e pastoril, viviam em clãs (famílias extensas), compostos pelo patriarca de cada clã, o poder e o prestígio eram personificados pelo patriarca, e os laços interclãnicos eram frouxos.
Hoje, temos várias evidências da origem mesopotâmica do povo hebreu, tais como a semelhança entre mitos mesopotâmicos e mitos hebreus (mito do dilúvio, por exemplo) e a semelhança lingüística, pois o hebreu é uma língua de origem semita, pertencente ao mesmo grupo do aramaico e de outras línguas mesopotâmicas".
Como todos já sabem, os Hebreus são os pobres coitados da historia da humanidade,foram escravos de muitos povos, entre eles os Babilônios, civilização que preservou o culto divino de seus ancestrais. Uma das teses para a origem de Belial, dizem os rumores, foi através de uma forma de ofensa dos escravos hebreus que trabalhavam nas plantações Babilônicas que eram obrigados a rezar para o Deus Baal, antes do trabalho e agradece-lo no entardecer. Os escravos hebreus chamavam o Deus babilônio pelo nome de Belial, em seu dialeto, eles definiam o Deus da fertilidade como "Perverso", devido a condição escrava que eles viviam, é completamente natural achar que o Deus da civilização que lhe escravizou é algo perverso, ruim .
domingo, 1 de abril de 2012
A Justa enlouquece ...
Chora rios de angústia Justiça,
Lindas lágrimas cor carmesim.
Sofrimento suprimido sob pura clareza,
Não vê, mas ouvi cada grito de terror,
Sente cada aflição, lamento e sofrimento.
Oculta seus olhos, mantêm a harmonia,
Entre gêmeos opostos por um destino,
Tanto evitou com a luz de sua espada,
Razão criada na forja do equilíbrio.
Os gritos fazem tremer seus dedos firmes,
O que sente, faz pulsar seu coração,
Outrora tranquilo, hoje em fúria.
Estes são os últimos momentos,
O véu alvo, agora carmesim,
Expressa às faces do mundo,
ocultado pelo jugo,feito a si própria.
Suportou até esta realidade,
Seu véu está caindo, sucumbindo;
Não pode largar a libra,
Nunca abandona sua espada.
Justiça, hoje seu nome é desespero,
Sua libra, fragmento do passado,
A espada em punho: Dor fulgurante !
Avista o mundo sem o véu,
Seus olhos eram a esperança preservada,
Neste momento, são possuídos pelo ódio.
Seu corpo perece, acoitado pelo caos.
Justiça enlouquecida, tomada pela impiedade,
Na antecâmara do fim abandona sua raízes,
Cai sobre o todo como árvore sem firmamento.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Confronto Noturno : O regresso da primeira mãe ..
Rouge , completamente nervosa, repassa às suas cortezas todo o acontecido, suas ondas telepáticas provocam um certo desconforto e mau estar a todos os homens e mulheres presentes em seu bordel, pouco a pouco, eles vão embora , tomada pela pressa, ela ordena que todas as “meninas” vão se trocar, ela faz o mesmo, coloca suas vestes alvas a tanto tempo guardadas, abre um alçapão sutilmente ocultado por um tapete no acesso do bordel e retira um velho baú empoeirado, retira um objeto coberto por um tecido negro, todas as suas cortezas ajoelham-se em volta de sua mentora. Brigith, caminha vagarosamente até a extremidade direita do salão e se acomoda numa forte cadeira de madeira que ela mesma trouxe, retira seu simpático chapéu e poe um véu branco, a sábia senhora, dá instruções a todas aquelas que nunca presenciaram tal fato:
Brigith:
- Minhas queridas, a qualquer momento, teremos uma visita importantíssima, um ser de poder inimaginável, a mulher que agraciou Rouge com seu dom maravilhoso e permitiu que todas vocês pudessem ser o que são. Nunca olhem pros olhos dela , nunca ! abaixem suas cabeças e não façam qualquer movimento.
Tal afirmação, criou um clima de medo e terror sobre todas, uma delas se levanta, e aos prantos abraça Rouge expressando seu imenso temor, Rouge a abraça e por cima de sua cabeça avista a grande porta do bordel tremendo e abrindo lentamente, corre um leve e misterioso sopro de ar , tal acontecimento, apavorou até àquelas que já presenciaram tal feito, todas desobedeceram Rouge e rastejaram-se até perto de seus pés. A porta está completamente aberta, por ela, todas avistam a vasta escuridão e nela é possível ver um brilho esmeraldino e um duplo brilho bem abaixo do primeiro, todas ouvem os passos, cada cada ruido aumenta o temor nos corações aflitos, a escuridão vai se desfazendo pouco a pouco, Rouge avista motivo de sua existência, uma única lágrima atravessa sua face, ao seu lado, um pequeno ser cumprimenta a dona do recinto, ela retribui o gesto com um largo sorriso e cometi uma inevitável atitude, poe-se de joelhos e abraça as longas e lindíssimas pernas da misteriosa mulher, de uma altura notável e longos cabelos loiros conduzidos pela brisa.
- Sou Lilith, a grande coruja, recomponham-se mulheres e contemplem a rainha da noite...
Lilith:
- Vejo que ainda está viva, velha Brigith, engordando essas meninas com seus doces e preparados, admiro sua vontade, ainda cumpre a promessa que fez a Brigida, mesmo traída e apunhalada, resistiu ao tempo e adversidades...
Brigith chora ao lembrar de seu passado e saúda Lilith, mas, regressa aos seus afazeres.
Rouge:
- Lord Trodown, sábio e pequeno ser, o que faz na terra? sei que nunca sai de seu laboratório...
Trodown:
Foi uma ordem da minha rainha, nunca faria o contrário, aproveitei e vim trazer pessoalmente alguns extratos de ervas raras e essências elementais que havia prometido a Brigith , vejo que continua perfeitamente linda, abaixo de minha rainha é claro, sua beleza é incomparável...
Rouge:
- Minha mãe ! Sabe de tudo que está ocorrendo, ouve um combate mágico, não sinto Samira, temo pelo pior !
Lilith:
- Não se preocupe, Samira está com Abbadon ...
Rouge:
- O Senhor da extinção ! Samira foi ...?
Lilith:
- Samira está passando por um processo perigoso e fundamental pra sua evolução, com essa mudança, ela poderá cumprir parte do seu destino. Preciso do meu receptáculo e do seu corpo...
Rouge :
- Sua vontade seja feita ...
Lilith abraça sua filha com delicadeza e seu corpo começa a transmutar-se numa luz alva e intensa, toda essa energia toma Rouge, possuindo-a .
Lilith no corpo de Rouge :
-Lord Trodown, trouxe a invenção que me disse ?
Trodown:
Sim, minha rainha, só peço que lentifique o tempo, na cronologia dessa dimensão, levaria dias pra montar o dispositivo.
Lilith:
- Comesse a preparar tudo.
Lilith dirige a palavra a Brigith em voz alta:
-Brigith, você conhece como ninguém, os encantos de controle temporal, não é atoa que ainda sobrevive se escondendo dentro desse denso casulo que moldou com a gordura que conseguiu em muitas décadas, acha realmente que não sei que ainda é jovem e se esconde dentro dessa forma criada através do total controle do seu maná ?
Brigith nada fala sobre a afirmação de Lilith ...
Brigith :
- O encanto será feito, primeira mãe ...
Lilith dá as costas a todos presentes e entra na vasta escuridão, desaparece na noite enquanto Trodown, começa a montar sua enigmática máquina.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
Asherá, esposa de Deus. A Deusa consorte de Yahweh
A presença da Deusa em Israel (Do Bronze ao Ferro)
Conforme a pesquisadora Monika Ottermann (2004), que traça o panorama da presença da Deusa em Israel, da Idade do Bronze à Idade do Ferro, no Oriente Médio, datando a Idade do Bronze Médio (1800-1500 a.E.C), a representação da Deusa é caracterizada como “Deusa-Nua”, destacando o triângulo púbico, emergindo também representações em forma de ramos ou pequenas árvores estilizadas, combinação que vem a ser denominada “Deusa-Árvore”.
Na Idade do Bronze Tardio (1550-1250/1150 a.E.C), a Deusa-Árvore apresenta duas mudanças, aparecendo em forma de uma árvore sagrada flanqueada por cabritos ou como um triângulo púbico, que substitui a árvore. Neste período, já se nota a tendência de substituição do corpo da Deusa pelos seus atributos, em especial a árvore. Aparece,
na passagem do BM para o BT uma mudança decisiva no campo das figuras de material mais precioso: as Deusas Nuas foram substituídas em grande parte por deuses guerreiros como Baal e Reshef (...) o encontro dos sexos fica claramente relegado ao segundo plano e é substituído por representações de legitimação, luta, dominação e lealdade político-imperial (Ottermann, 2004: 5).
A Deusa continua perdendo representatividade na religião oficial, onde divindades masculinas ganham cada vez mais força, principalmente a partir de características dominadoras e guerreiras. Na Idade do Ferro I (1250/1150-1000), a forma corporal da Deusa-Árvore vai desaparecendo enquanto que formas de animais que amamentam filhotes, às vezes com a presença de uma árvore estilizada, ganham cada vez mais espaços na glíptica, significando a prosperidade e a fertilidade. A presença da Deusa fica relegada aos espaços de religiosidade das mulheres.
Na Idade do Ferro IIA (1000-900 a.E.C), início da formação do javismo as Deusas passam a ser simbolizadas por seus atributos. A forma vegetal da Deusa confunde-se com seu símbolo, a árvore estilizada, sendo que muitas vezes é substituída por ele. Entendemos essas imagens como representações da Deusa Asherah.
Na Idade do Ferro IIB (925-720/700 a.E.C), Israel e Judá apresentam diferenças no âmbito simbólico. Os documentos epigráficos de Kuntillet Adjrud e de Khirbet el-Qom destacam um vínculo estreito entre Asherah e Yahweh, o que acima de tudo demonstra um contexto politeísta, onde se adoravam a várias divindades femininas e masculinas.
Na Idade do Ferro IIC (720/700-600 a.E.C), a Babilônia derruba a Assíria e passa a dominar Israel e Judá. Neste período encontramos o símbolo tradicional da Deusa, a árvore e o ramo. Vários selos ou impressões de selos que associam símbolos astrais com árvores estilizadas foram encontrados na Palestina e na Transjordânia, o que reforça interpretações sobre a existência de um culto a Deusa Asherah ao lado do Deus Yahweh. É principalmente na forma de árvore estilizada que, ao longo de séculos, Asherah esteve presente em Israel.
Mas é sobretudo na época pós-exílica que as vertentes políticas e religiosas dominantes vão excluir e proibir a presença de uma divindade feminina dentro do javismo (Ottermann, 2005:.52).
Evidências arqueológicas da Deusa Asherah
As primeiras evidências de Asherah aparecem em textos cuneiformes babilônicos (1830-1531 a.E.C) e nas cartas de El Armana (século XIV a.E.C) (Neuenfeldt, 1999:.5).
Para o pesquisador Ruth Hestrin (1991: 52-53), informações importantes sobre Asherah vêm dos textos ugaríticos de Ras Shamra (Costa Mediterrânea da Síria). Nestes textos, Asherah é chamada de Atirat, consorte de El, principal Deus do panteão cananeu no II milênio a.E.C.
como ‘Elat, forma feminina de El. Nos textos ugaríticos, Asherah (ou seja, Atirat ou ‘Elat) é a mãe dos Deuses, simbolizando a Deusa do amor, do sexo e da fertilidade.
Também foram escavados vários pingentes ugaríticos que retratam uma Deusa, provavelmente Atirat/ ‘Elat. A figura humana estilizada nestes pingentes contém o rosto, os seios e a região púbica e uma pequena árvore estilizada gravada acima do triângulo púbico.
Em 1934, o arqueólogo britânico James L. Starkey encontrou o jarro de Lachish, datado aproximadamente no 13º século a.E.C, provavelmente ano 1220.
O jarro é decorado e contém inscrições raras do antigo alfabeto semítico. Na decoração há o desenho de uma árvore flanqueada por duas cabras com longos chifres para trás, que, segundo Ruth Hestrin, representa Asherah. Uma inscrição que segue pela borda do jarro tem sido reconstruída e traduzida por Frank M. Cross, como: “Mattan. Um oferecimento para minha senhora 'Elat”.
Não se sabe quem é Mattan, mas está claro que ele faz uma oferenda para 'Elat, que é o feminino para El, chefe do panteão cananeu no II milênio a.E.C, equivalente ao pré-bíblico Asherah. Nota-se um dado importante, o nome 'Elat está escrito logo acima da árvore, representação de 'Elat/ Asherah. Há uma possibilidade deste jarro e seu conteúdo terem sido uma oferenda à Deusa (Hestrin, 1991: 54).
No entanto, foi no templo de Arad, no Neguev, ao sul de Jerusalém, que se encontrou fortes evidências de Asherah. No santuário interno foram encontrados dois altares diante de um par de pedras verticais, possivelmente lugar de culto a Yahweh e Asherah. Um outro altar foi encontrado no pátio externo do templo com tigelas dos sacerdotes e cinzas de ossos de animais queimados, no canto uma irmandade local e altares com pedras duplas (Discovery, 1993). Segundo Elaine Neuenfeldt (1999:.6), o templo é datado aproximadamente da época do Bronze Recente, entre o 10º e 8º séculos a.E.C., quando possivelmente a reforma de Ezequias o extinguiu (2Rs 18).
Em Khirbet el-Qom, ao oeste de Hebron, em 1967, outro arqueólogo encontrou um túmulo judaico da segunda metade do século VIII (Discovery, 1993), com uma inscrição na parede interior que Severino Croatto (2001:.36) traduz como:
1. Urijahu (...) sua inscrição.
2. Abençoado seja Urijahu por Javé (lyhwh)
3. sua luz por Asherah, a que mantém sua mão sobre ele
4. por sua rpy, que...
Segundo Hestrin, em 1975-1976, o arqueólogo israelita Ze’ev Meshel, em Kuntillet Adjrud, 50km ao sul de Qadesh-Barnea, na antiga estrada de Gaza a Elat, escavou uma pousada no deserto que continha várias inscrições. Controlado por Israel, este posto estatal encontrava-se em território de Judá, funcionando aproximadamente entre 800-775 a.E.C. No prédio principal, em sua entrada, duas jarras de armazenagem com desenhos e inscrições foram encontradas e identificadas como pithos A e pithos B. Na inscrição do pithos A se lê:
Diz... Diga a Jehallel... Josafa e...”:
Abençoo-vos em YHWH de Samaria e sua Asherah.
No pithos B se lê:
Diz Amarjahu: Diga ao meu Senhor: Estás bem?”.
Abençoo-te em YHWH de Teman e sua Asherah.
Ele te abençoa e te guarde e com meu senhor.
Neste pithos aparecem três figuras, duas masculinas retratos do Deus egípcio Bes e uma claramente feminina (seios em destaque) tocando uma lira.
Ruth Hestrin (1991: 55–56), aponta ainda que em outra pintura egípcia, do túmulo do Faraó Tuthmosis III, está retratada uma Deusa na forma humana no tronco de uma árvore, apresentando alimento para o rei através do seio que é sustentado pelo braço, ambos saindo da árvore.
Willian Dever (Discovery: 1993) também aponta a dama-leão como uma forte evidência de que Asherah existiu como Deusa no início de Israel. No mundo antigo, o leão quase sempre acompanhou o Deus chefe. Em uma estela egípcia a Deusa despida em cima de um leão é chamada de Qudshu, que para William F. Albright e Frank Cross é o equivalente egípcio do ugarítico ‘Atirat/ ‘Elat e do bíblico Asherah. Em outra figura a árvore sagrada que representa Asherah é colocada em cima de um leão (Hestrin, 1991: 55-57).
Em 1968, o arqueólogo americano Paul Lapp escavou um outro artefato muito famoso em Taanach, datando ao final do 10º século a.E.C (Hestrin, 1991: 57). Num dos quartos da instalação cúltica foram encontrados prensa de óleo, forma para fazer figuras de Asherah, sessenta pesos de tear e 140 ossos de articulações de ovelhas e cabras (Neuenfeldt, 1999: 7).
Um quadrado oco de terracota, aberto na base, composto de quatro níveis ou róis também foi encontrado. Conforme Ruth Hestrin (1991: 57-58), no rol inferior, uma mulher nua flanqueada por dois leões é mais uma representação de Asherah, Deusa-mãe, o que é similar á estela egípcia com Qudshu. No segundo rol temos uma abertura vazia no meio (provavelmente a entrada do templo) flanqueada por duas esfinges (corpo de leão, asas de pássaros e cabeça de mulher). O terceiro rol traz uma árvore sagrada da qual saem três pares de galhos, simbolizando a Deusa principal, Asherah, consorte de Baal e fonte da fertilidade, sendo flanqueada possivelmente por duas leoas. No rol superior temos um touro sem chifres, com um disco de sol em cima, o que simboliza o Deus supremo não só na Mesopotâmia e no panteão hitita, como também no panteão cananeu. O jovem touro representa Baal, principal Deus do panteão cananeu, que no II milênio substituiu El, cabeça do panteão.
Em 1960, a arqueóloga inglesa Kathyn Kenyon descobriu centenas de estatuetas femininas quebradas em uma caverna perto do templo de Salomão em Jerusalém, para vários estudiosos essa descoberta sinalizou a existência do templo, para outros determinou o fim dos cultos pagãos pelo rei Josias, o qual ordenou a destruição de todos os vasos feitos para Baal e Asherah (Discovery, 1993).
Todas essas descobertas são fortes evidências da existência da Deusa Asherah. Parece claro que por determinado tempo essa Deusa teve mais espaço e representatividade na vida do povo em Canaã/ Israel, até ser taxada como a causa de todos os males que o povo estava sofrendo nas mãos de seus dominadores, em especial na época da dominação Babilônica, com toda experiência de destruição e exílio,
Aserá, na maioria do tempo venerada sob o corpo de uma árvore, era, inicialmente, a parceira de YHWH, mas com o crescente desenvolvimento do javismo como religião de um deus masculino, transcendente e único, ela foi taxada como sua maior rival e inimiga (Ottermann, 2005: 48).
A existência da Deusa Asherah remonta uma época de adoração a vários Deuses e Deusas, antes da ascensão do Javismo,
o culto da Deusa Árvore Asherah realizava-se, principalmente, em torno de uma árvore natural ou estilizada, ou seja, de um poste sagrado que podia estar ao lado de um altar seu ou de uma outra divindade, inclusive YHWH. Porém, seu culto foi realizado, de preferência, debaixo de uma árvore natural, nos chamados 'lugares altos', santuários ao ar vivo no topo das colinas e montanhas. Na maioria do tempo, uma imagem ou símbolo de Asherah estava também presente dentro do próprio templo de Jerusalém (Ottermann, 2005:.49).
É fato que a nova religião, centrada em Yahweh, vai se construindo e se impondo a partir da proibição a qualquer tipo de representação religiosa que não fosse Yahweh.
De politeísta Israel passa a se constituir monoteísta, pelo menos na religião oficial. Provavelmente, adorações a Deuses e Deusas dentro das casas continuaram por longo tempo, como forma de resistência. A centralização no Deus único, Yahweh, que neste processo também se apropriou das funções de Asherah, custou caro aos outros Deuses e Deusas que compartilhavam da mesma cultura. Esta proibição atingiu a vida de homens e mulheres, que ali encontravam uma significação religiosa.
Seria ingênuo querer defender, neste contexto, uma sociedade no antigo Israel onde havia reciprocidade entre os sexos, pelo simples fato de existirem as Deusas. Pelo contrário, como reflete Simone de Beauvoir (2002:.91), o culto a Deusa se dá dentro de um contexto patriarcal, onde a perda de representação da Deusa atinge profundamente e principalmente ao universo religioso das mulheres, sendo que, o culto a Asherah vai sobrevivendo, até ser definitivamente extinguido e proibido, dos espaços, das mentes e dos corpos, de homens e mulheres que tinham em Asherah uma fonte de significação para a vida.
É nesse contexto patriarcal, que Yahweh se torna uma forte representação do masculino no sagrado, justificando a dominação masculina, tanto no âmbito social, econômico, político, como religioso. A religião oficial israelita absorve então uma identidade somente masculina, onde o feminino passa a ser relegado ao espaço particular das mulheres.
Por isso, é extremamente importante uma memória da Deusa, em especial Asherah, consorte de Yahweh, não só numa tentativa de reconstruir a história do antigo Israel, mas principalmente dar espaço e voz às divindades femininas, que são uma possibilidade de identificação sagrada das mulheres, em busca de relações mais recíprocas e humanizadas entre os gêneros.
Fonte: Dossiê Religião
N.4 – abril 2007/julho 2007 ( Ana Luisa Alves Cordeiro)
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