domingo, 22 de junho de 2014
Feiticeiros: Arautos do destino...
(Fata+Officium):
Feitiço
Fata (Latim):
Destino
Officium (Latim):
Serviço, Atividade, habilidade
Feitiço:
Capacidade em lidar com o destino de algo ou alguém.
(Feitiço+Ária)
Ária (Latim):
Melodia vocal ou instrumental, em geral bastante ornada...
Feitiçaria :
Metodologia pragma e/ou dogmática com a finalidade de proferir efeitos ilusórios e/ou espirituais num determinado alvo, objetivo requerido.
Feiticeira(o):
(Feitiço+Ceifeira)
Ceifeira : aquela que decide o Destino final, a Deusa Romana da Inevitabilidade final.
Compreendendo a definição primordial da palavra, podemos definir uma diretriz inicial para essa majestosa viagem oculta ao mundo da feitiçaria, podemos ter uma ideia mais clara sobre sua origem e propósito real. Defino os feiticeiros, como raros seres, capazes de lidar com princípios cósmicos esquecidos e desconsiderados no decorrer da evolução religiosa e cultural em nossa existência física, arautos do destino, possuindo o dom de moldar a realidade, através de seus dogmas, metodologias pessoais de interação com os reinos sutis e forças do ciclo cósmico da criação e destruição, contudo, no decorrer da historia da humanidade, a feitiçaria e seus praticantes, foram estigmatizados, postos numa posição extremamente marginal, foram retirados de suas posições de autoridades espirituais. De acordo com a origem nominal, decifrando-a e definindo através do verdadeiro sentido da palavra e suas variações, podemos afirmar a prática, tendo uma evidente ligação com o culto da Tria Fata ( Deusas Romanas do destino), tendo seus conceitos desvirtuados pela diabolização do cristianismo, transformando os Sacerdotes mais poderosos e honrados da historia do ocultismo em tenebrosos devoradores de almas, nictófilos.
Vamos enxergar o assunto de uma maneira geral, colocando a feitiçaria e seus praticantes num ponto de vista mais amplo, assim, podemos encontrar em diversas culturas, desde as mais arcaicas, até as mais recentes, os praticantes da "Magia caída" que ainda apavora os seres demasiadamente corajosos e céticos deste mundo. Quando se fala de feitiçaria, sempre encontramos definições taxativas, relacionando os praticantes com o hábito de coesão de vários sistemas mágicos multiculturais, sintetizando uma metodologia pessoal para cometer suas tentativas de modificação de algum fator ou coloca-o numa postura pragmática, ligado a filosofias de mão esquerda e outras formas de interação mística infernalista, todo esse conceito moderno, depositou um grande peso sobre os ombros da prática, corrompendo sua essência de religação com o Destino e a capacidade de alteração do mesmo, enxergo claramente, como a feitiçaria aponta para as questões mais tradicionais dentro de qualquer estilo misticista, pois, o feiticeiro, tem dentro de si, possui o instinto primitivo muito aflorado, tendo uma espantosa inclinação pra tudo que é arcaico, o contraponto que coloca a feitiçaria num patamar relacionado com a "miscigenação" de conceitos religiosos é relacionado com a aptidão natural do adepto do ofício de assimilar todas as informações coerentes a ele, pois, o feiticeiro tem um objetivo muitíssimo complicado e concreto, logo, ele busca o aperfeiçoamento de seus métodos, tendo o Destino como um princípio cósmico acima de qualquer coisa existente, ele se vê no direito de utilizar tudo que lhe é útil para alcançar seu objetivo, levando-o cada vez mais próximo de sua essência mística.
Mago x Feiticeiro
" O feiticeiro dar-se ao diabo." " O diabo dar-se ao mago."
Afirmações impactantes que leitores ocultistas se depararam em suas aventuras pelos meandros místicos de Eliphas.
Quando observo tais conceitos, começo a refletir sobre a atuação do feiticeiro e seu cotidiano psicológico/psico-mágico. O diabo como alegoria central de toda propriedade maligna comportamental sugestionada por culturas com base em conceitos morais influenciados por textos arcaicos transformados em leis sacras utilizadas por impérios em ruínas, procurando uma estratégia conveniente pra tirar de seus ombros a incompetência de sua administração a beira de um colapso, pode representar o conceito instintivo humano, desprovido de qualquer limitação oriunda de ideologias de controle coletivo, buscando a libertação em amplos aspectos, utilizando o dito "mal" como a mais pura forma de atuação/ Imagin'Ação , ligado a feral interpretação da realidade imposta por nossa condição mental inconsciente.
Quando observo tais conceitos, começo a refletir sobre a atuação do feiticeiro e seu cotidiano psicológico/psico-mágico. O diabo como alegoria central de toda propriedade maligna comportamental sugestionada por culturas com base em conceitos morais influenciados por textos arcaicos transformados em leis sacras utilizadas por impérios em ruínas, procurando uma estratégia conveniente pra tirar de seus ombros a incompetência de sua administração a beira de um colapso, pode representar o conceito instintivo humano, desprovido de qualquer limitação oriunda de ideologias de controle coletivo, buscando a libertação em amplos aspectos, utilizando o dito "mal" como a mais pura forma de atuação/ Imagin'Ação , ligado a feral interpretação da realidade imposta por nossa condição mental inconsciente.
Interpreto o feiticeiro como um agente contra cultural, diferente do Mago e sua racionalidade analítica, observando o todo criando considerações filosóficas, trazendo pra si tais conceitos e sintetizando questões sobre o mesmo, construindo dogmas baseados nessa observação, reproduzindo a nível proporcional a sua capacidade sensorial os processos da natureza como um todo, transformando tudo em conhecimento baseado em ciclos existenciais, num processo mnemótico natural de nosso centro nervoso que muitos chamam de "Alquimia mental".
O feiticeiro segue sua instintividade, buscando algo além da experimentação dos processos naturais, sejam eles internos ou externos, seu comportamento impetuoso em amplos aspectos, proporciona a ele, a necessidade da atuação incisiva, entregando-se aos seus interesses, "dando-se ao diabo" : Proporcionando a atuação intima com a esfera dos desejos e padrões inconscientes da mente, interagindo com a base dos processos. Misturando-se ao fluxo, sendo o ciclo, fazendo parte do mesmo, diferente do mago que prefere estar com o fluxo, sem perder sua concepção pessoal.
Razão x Instinto :
O mago e seu questionamento, observando e criando paradigmas, evoluindo ideias, desenvolvendo sua presença na realidade, nos dá uma noção do conceito de controle e organização dos fatores que influenciam nossa realidade, tornando-se Deus, manipulando sua criação.
O feiticeiro interage com suas questões de maneira inconsciente buscando a ideia e definição impossibilitada pelo senso comum, buscando estar em sintonia consigo mesmo sem perguntas ou qualquer limitação conceitual que possa prejudicar esse nível de sintonia, ignorando o controle, sendo o processo em sua perspectiva natural, sem limites ou bloqueios, sem dúvidas, seguindo sem pensar nas possibilidades, sendo a nascente, o córrego e o desaguar.
" Enquanto o Mago, analisa a árvore sagrada, questionando sua sacralidade, o feiticeiro masca suas raízes e contempla a beleza proporcionada pela altura de sua copa e furor de sua mente extasiada."
sábado, 21 de junho de 2014
Genesis de Leviatã
" El, Deus dos Semitas, consagrou Yam-Nahar, como o senhor de todos os Deuses. Yam, Deus dos mares e rios, decretou sobre o mundo um governo tirânico, buscando a soberania com punho de ferro."
Yam, Divindade originada do panteão Sumério, possui uma atuação muito interessante nas lendas evidenciadas no 'Épico de Baal', onde o mesmo usou de toda sua fúria e capacidade destrutiva para se auto proclamar o Deus dos Deuses. Baal, Deus das tempestades travou uma batalha cataclísmica com o senhor das águas, pois, Asherá, consorte de El e mãe dos Deuses, ofereceu-se como sacrifício para Yam-nahar, com o intuito apaziguador, buscando evitar a morte de sua família celestial.
Yam / Lotan / Leviatã
No épico de Baal, é narrado a mítica batalha entre o principe Divino, filho de El ( Deus pai entre os Semitas, comparado e identificado como um epiteto de Anu, o Deus do céu Sumério) e seu tio ( Na maioria das versões mitológicas, pois, o mesmo é comparado pelos especialistas em mitologia como um epiteto de Ea, o Deus das águas da mitologia da qual a Semita deriva) Yam, Deus dos mares e rios, dominador das propriedades relacionadas ao seu elemento.
As águas eram ligadas com o Caos em basicamente todas as culturas do oriente médio, pois, tais conceitos descendiam da mitologia Suméria, onde encontramos o Caos em sua forma original, representado como uma imensidão aquática e seus Deuses primordiais eram criaturas ofídicas/draconianas que personificavam o elemento e seus estados ambientais em suas iconografias e esferas de atuação.
Yam, como descendente de Tiamat, o mesmo fez parte da mitologia e cultura Suméria, possuindo atuação profunda nos mitos posteriores como um poderoso antagonista Divino, arauto da destruição. Demostrando sua absoluta atuação, personificando o Caos primordial, assim, como Tiamat e Apsu em mitos Sumérios, Yam incorpora seus atributos em conjunto, sendo o senhor e personificação do mar ( Tiamat ) e soberano das regiões profundas, abismais (Apsu ).
A mãe dos Deuses, tentando terminar com o conflito, vai até ele, com o intuito de sacrificar-se para que sua família não fosse aniquilada. Baal, na tentativa de evitar a morte de Asherah e enfrentar Yam, depara-se com o mesmo numa forma completamente bestial definida como Yam-Lotan ( Mito que derivou o culto desse epiteto nas regiões litorâneas do mar mediterrâneo) Um Dragão cataclísmico com inúmeras cabeças, Baal decepou as cabeças com uma espada forjada por dois servos de El, até que sobrasse apenas uma, Yam vagou para seu palácio nas profundezas do mar e concentrou todo o poder, enfrentando Baal como uma serpente colossal ( Essa forma de Yam foi cultuada e denominada pelos povos litorâneos, tendo o culto central na antiga Ugarit, como Leviantan/Leviatã).
Surgiu sobre o mar, provocando desastres naturais, enfrentando Baal, mas, o mesmo desferiu dois golpes brutais que fizeram Yam entrar em torpor e desaparecer nas profundezas de Apsu ( Águas produndas/ Abismo).
Moloch: O Rei do "abominável" povo de Amom:
Encontramos pela primeira vez, dentro das crenças Semitas, a existência dessa Divindade. Moloch, o Deus do fogo, senhor do batismo ígneo, teve sua origem nos cultos nomades do mediterrâneo e foi integrado a diversas civilizações sedentárias no decorrer das adaptações desses povos errantes em diversas partes daquelas terras.
Moloch foi um Deus muito difundido na crença Fenícia (Melkarth), Cartaginenses(Baal-Meleque ) e Amonitas (Malcom), sua marca notável, consistia num ídolo de bronze onde eram efetuados os ritos de fertilidade, método de adoração Solar primitiva.
O batismo de fogo :
Originalmente, os métodos ritualísticos desse majestoso culto eram bem diferentes do comumente abordado pela historia, O ídolo Solar de Moloch tinha uma função batismal peculiar, envolvendo um elemento pouco comum nos ritos de passagem infantil, ao invés de utilizar o elemento água, como seus ancestrais Semitas, enquanto nômades, os povos envolvidos na crença posterior de Moloch, utilizavam o fogo como elemento de iniciação das suas crianças:
"... Embora, nos tempos dos reis posteriores, as crianças foram realmente dadas a Moloch e queimadas como ofertas, mesmo entre os israelitas, mas, anteriormente, de nenhuma maneira se segue a partir deste, que "A passagem para Moloch" ou "Passar pelo fogo", significou abate e queima com fogo..."
"... Fazendo passar através do fogo' denotando o ato principal de envolver-se pelo fogo sem se queimar, em Fevereiro eram efetuadas purificações através do fogo, pelo qual as crianças foram consagradas a Moloch; uma espécie de batismo ígneo, que precedeu o sacrifício. Em Fevereiro foi praticado entre as mais diferentes nações sem estar conectado com sacrifícios humanos, e, como a maioria dos ritos pagãos, sem dúvida a adoração de Moloch assumiu diferentes formas em diferentes momentos e entre diferentes nações. "
Keil-Delitzsch, Comentário ao Antigo Testamento, vol 1, o Pentateuco (Grand Rapids, Eerdmans, 1980), página 416-417
Moloch e o Judaísmo :
* No Septuaginta.é denominado Moloch, a primeira menção: Lev XVIII 21, onde o israelita está proibido de sacrificar qualquer dos seus filhos a Moloch, da mesma forma, em Lv XX. 2-5, é decretado que um homem que sacrifica a sua descendência a Moloch, será morto.
* Em I Reis XI. 7, é dito que Salomão construiu um lugar alto para Moloch na montanha, está defronte de Jerusalém."
* Em I Reis XI. 7 chama Moloch de "Abominação dos filhos de Amom"( Conotando sua origem cultista sacrifical infantil nos reinos Amonitas). era anteriormente assumido que este culto foi conceitualmente reproduzido dos fragmentos conhecidos sobre a crença precedente, mas, pouco se sabe sobre a religião Amonita.
O Kronos Cartago. O Moloch Fenício:
* O historiador romano Diodoro e outros historiadores antigos relataram o sacrifício de crianças feito pelos Cartaginenses: "Havia na sua cidade uma imagem de bronze de
Cronos inclinado, estendendo suas mãos com as palmas para cima, de modo que cada uma das crianças, quando colocada nela, rolava para baixo e caia numa espécie de poço escancarado e cheio de fogo".
A arqueologia comprovou o desbravar e influências Fenícias em várias regiões Europeias, com maior presença nos territórios Gregos, em busca de metais para sustentar a necessidade comercial oriental. Nesse período de contato, o culto de Kronos foi fundido ao Moloch ( Que já havia sido mesclado com os conceitos pagãos do culto a Baal), surgindo a Divindade mais sanguinolenta da historia do Paganismo :
Malik-Baal-Kronos
O culto desse epiteto oriundo da fusão dos três cultos, ocorreu, segundo especialistas, após o contato da cultura Fenícia com as tradições do culto Cartago a Kronos( Deus da fertilidade, agricultura, ciclo da vida na visão Cartaginense). Os Cartagos possuíam influencias do povo de Tiro e seu culto a Melkath ( Um epíteto de Moloch), nessa questão,
encontramos uma tradição em extrema metamorfose ciclíca, onde os fragmentos do misterioso culto Amonita acabaram unindo-se, formando um novo culto, conceitualmente próximo a origem Amonita iconograficamente diferentes, contudo, efetuando um resgaste aos princípios abrasadores do costume sacrifical posterior a sua origem nas tradições batismais, resgatando o Deus Malcom, seu primeiro nome e forma de culto ligada a queima de crianças, surgindo aproximadamente, no período de fixação dos povos nômades do oriente médio.
Os príncipes de Moloch:
Dizem os mitos Amonitas, que toda mulher era desvirginada por Moloch e que seu primeiro filho era uma cria do Deus Solar e o mesmo reivindicava a presença dos seus príncipes, esse conceito mítico era relacionado com a origem sacrifical no culto de Malcom, onde o Deus, como um Rei eterno, não permitia que seus filhos crescessem e pudessem reclamar seu trono, eternizando-os como crianças, encontramos mais uma vez, uma similaridade profunda com o mito de Kronos, Deus que devorava seus filhos pra garantir a perpetuação de sua posição suprema.
Moloch foi um Deus muito difundido na crença Fenícia (Melkarth), Cartaginenses(Baal-Meleque
O batismo de fogo :
Originalmente, os métodos ritualísticos desse majestoso culto eram bem diferentes do comumente abordado pela historia, O ídolo Solar de Moloch tinha uma função batismal peculiar, envolvendo um elemento pouco comum nos ritos de passagem infantil, ao invés de utilizar o elemento água, como seus ancestrais Semitas, enquanto nômades, os povos envolvidos na crença posterior de Moloch, utilizavam o fogo como elemento de iniciação das suas crianças:
"... Embora, nos tempos dos reis posteriores, as crianças foram realmente dadas a Moloch e queimadas como ofertas, mesmo entre os israelitas, mas, anteriormente, de nenhuma maneira se segue a partir deste, que "A passagem para Moloch" ou "Passar pelo fogo", significou abate e queima com fogo..."
"... Fazendo passar através do fogo' denotando o ato principal de envolver-se pelo fogo sem se queimar, em Fevereiro eram efetuadas purificações através do fogo, pelo qual as crianças foram consagradas a Moloch; uma espécie de batismo ígneo, que precedeu o sacrifício. Em Fevereiro foi praticado entre as mais diferentes nações sem estar conectado com sacrifícios humanos, e, como a maioria dos ritos pagãos, sem dúvida a adoração de Moloch assumiu diferentes formas em diferentes momentos e entre diferentes nações. "
Keil-Delitzsch, Comentário ao Antigo Testamento, vol 1, o Pentateuco (Grand Rapids, Eerdmans, 1980), página 416-417
Moloch e o Judaísmo :
* No Septuaginta.é denominado Moloch, a primeira menção: Lev XVIII 21, onde o israelita está proibido de sacrificar qualquer dos seus filhos a Moloch, da mesma forma, em Lv XX. 2-5, é decretado que um homem que sacrifica a sua descendência a Moloch, será morto.
* Em I Reis XI. 7, é dito que Salomão construiu um lugar alto para Moloch na montanha, está defronte de Jerusalém."
* Em I Reis XI. 7 chama Moloch de "Abominação dos filhos de Amom"( Conotando sua origem cultista sacrifical infantil nos reinos Amonitas). era anteriormente assumido que este culto foi conceitualmente reproduzido dos fragmentos conhecidos sobre a crença precedente, mas, pouco se sabe sobre a religião Amonita.
O Kronos Cartago. O Moloch Fenício:
* O historiador romano Diodoro e outros historiadores antigos relataram o sacrifício de crianças feito pelos Cartaginenses: "Havia na sua cidade uma imagem de bronze de
Cronos inclinado, estendendo suas mãos com as palmas para cima, de modo que cada uma das crianças, quando colocada nela, rolava para baixo e caia numa espécie de poço escancarado e cheio de fogo".
A arqueologia comprovou o desbravar e influências Fenícias em várias regiões Europeias, com maior presença nos territórios Gregos, em busca de metais para sustentar a necessidade comercial oriental. Nesse período de contato, o culto de Kronos foi fundido ao Moloch ( Que já havia sido mesclado com os conceitos pagãos do culto a Baal), surgindo a Divindade mais sanguinolenta da historia do Paganismo :
Malik-Baal-Kronos
O culto desse epiteto oriundo da fusão dos três cultos, ocorreu, segundo especialistas, após o contato da cultura Fenícia com as tradições do culto Cartago a Kronos( Deus da fertilidade, agricultura, ciclo da vida na visão Cartaginense). Os Cartagos possuíam influencias do povo de Tiro e seu culto a Melkath ( Um epíteto de Moloch), nessa questão,
encontramos uma tradição em extrema metamorfose ciclíca, onde os fragmentos do misterioso culto Amonita acabaram unindo-se, formando um novo culto, conceitualmente próximo a origem Amonita iconograficamente diferentes, contudo, efetuando um resgaste aos princípios abrasadores do costume sacrifical posterior a sua origem nas tradições batismais, resgatando o Deus Malcom, seu primeiro nome e forma de culto ligada a queima de crianças, surgindo aproximadamente, no período de fixação dos povos nômades do oriente médio.
Os príncipes de Moloch:
Dizem os mitos Amonitas, que toda mulher era desvirginada por Moloch e que seu primeiro filho era uma cria do Deus Solar e o mesmo reivindicava a presença dos seus príncipes, esse conceito mítico era relacionado com a origem sacrifical no culto de Malcom, onde o Deus, como um Rei eterno, não permitia que seus filhos crescessem e pudessem reclamar seu trono, eternizando-os como crianças, encontramos mais uma vez, uma similaridade profunda com o mito de Kronos, Deus que devorava seus filhos pra garantir a perpetuação de sua posição suprema.
O pentagrama :
Muito é dito, quando o tema é abordado, atribuem múltiplas funcionalidades práticas para esse majestoso símbolo...
* Invocação, desenvolvimento de forças internas ...
* Evocações de consciências cósmicas, forças sombrias e entidades ancestrais
* Proteção mágica
* Equilíbrio microcósmico
Observando a origem desse símbolo extremamente usual em varias vertentes mágicas, encontraremos informações cruciais para a evolução de nosso conhecimento sobre esse símbolo disseminado profundamente nas crenças místicas mais variadas. Creio na suma-importância dessas informações em nossas vias interpretativas, adaptando-se à nossas referenciais e verdades relativistas.
O símbolo de Vênus ( O esplendor )
Encontramos na mitologia Greco-Romana as lendas mais envolventes e cultos onde este símbolo é implementado com lugar de destaque, representando a vibro'Ação de determinadas Divindades sobre a realidade.
O nascimento de Vênus é um ponto marcante e extremamente interessante, quando contemplado com um olhar analítico :
" Foi a cobiça do tempo (Cronos/Saturno/Kronos) ao reivindicar sua soberania sobre o todo, atacando seu pai: O Céu ( Ouranos/Urano/ Céos), sendo o responsável pelo nascimento da força que habita em todas as consciências. Céu foi castrado e suas partes intimas caíram nas ondas do mar ( Talassa/Titã Marinha) , fertilizando-a, trazendo uma inabalável e suprema forma que era a mais bela das artes do Universo, o amor e a beleza personificada numa só perola, surgindo com um brilho inesgotável, fascinando até o mais brilhante e poderoso dos astros ( Hélios/ Sol), seguindo-a desde então : A realidade segue os sinuosos passos de Vênus/Afrodite, seu esplendor movimenta e comanda o caminho Solar ..."
O pentagrama era o símbolo central que definia a presença da Deusa Vênus, a mãe do amor e da paixão, Deusa da beleza e sedução, preceptora da primavera, senhora das flores.
Mas, encontramos esse símbolo num outro culto muito peculiar :
A desenfreada dança ígnea de Sabázio :
Sabázio é um Deus Frígio incorporado ao culto Grego, sendo comparado a Dionísio, filho de Zeus, possuindo um mesmo aspecto de nascimento : Seu pai copulando com uma sobrinha, semeando-a sob a forma de uma serpente( Existem uma infinidade de variantes mitológicas, principalmente quando se fala de Dionísio, o mesmo possui mais de 500 epítetos de culto ).
No vasto culto de Dionísio encontramos uma profunda utilização do pentagrama, denominado como : " Pata de touro/cabra/bode", o símbolo representando a energia sexual, violenta, intensa e incontrolável, ligando nossa consciência aos aspectos mais sombrios e bestiais da nossa mente, principal rito da " Caravana Bacante ( Sacerdotisas de Dionísio ) era feita sobre circunstâncias ligadas ao símbolo.
Coletividade constituída por seres descontrolados e bestiais, influenciados e enlouquecidos pela presença do Deus do fogo e sexo ( Dionísio) ou por sua própria natureza libertária e demais Deuses sexuais que personificam os ciclos férteis da terra, denominados como Deuses com mitos profanos que abordam uma ideia de comportamento amoral, sendo desprezados por sua conduta pela maioria dos Deuses de sua genealogia, habitando as florestas e promovendo sua liberdade, nos evidenciando um sentido de liberdade e intimismo com nosso Eu feral .
Pentagrama e o Astro-ciclo .
Conclusivamente, abordo sobre a origem semiótica, encontramos nos meandros arcaicos da astrologia a interpretação dos ciclos estelares que nos abençoaram com esse símbolo magnífico, sendo uma interpretação microcósmica de um processo revolucionário, sob o olhar astrológico :
Vênus possui uma complicada movimentação, envolvendo noções temporais espaciais, diferenciadas aos conceitos dos quais estamos acostumados, onde a extrema distância nos dá uma falta noção de transito da estrela, pois, a mesma se encontra numa distância colossal e sofre uma influência gravitacional diferente da ocasionada a terra.
O pentagrama, originalmente, é baseado na observância feita pelos astrólogos em seus estudos de interpretação celeste, catalogando as posições da mesma e definindo um padrão geométrico oriundo da movimentação da estrela num ciclo denominado como : Sinódico ou Pentagonal.
Para findar o símbolo nos céus, Vênus percorre em linha reta uma determinada distância em 8 anos terrestres, cumprindo esse feito em 5 ciclos com mudanças de transito, ocasionando essa manifestação cósmica geométrica, proporcionando a idealização do pentagrama em suas mais variadas esferas de atuação.
Existe uma grande importância em nossa realidade, quando se trata de nossos hábitos ocultistas, carregar um símbolo e não ter consciência de sua origem, é privar sua consciência da importância representativa em questão, provocando uma limitação nas funcionalidades do mesmo, pois, sua mente possui uma inclinação inconsciente a priorizar o que você conhece. O movimento das estrelas, segundo afirmações astrológicas, influencia uma vasta cadeia de eventos relacionados com a interação da energia celeste propiciada pelos planetas e estrelas envolvidos nessa "dança". Vênus como uma ministra do esplendor e anunciadora Solar, nos fornece uma alusão a questões progressistas relacionadas ao ciclo da vida, sendo uma impulsionadora e inspiradora de novos tempos e renovações conceituais, quebra de barreiras, paradigmas, promovendo uma analogia com o símbolo, encontramos o pentagrama numa posição importantíssima, com uma semiótica ligação a evolução constante de suas capacidades pessoais e representatividade no ciclo existencial.
O teatro cósmico... Universo em suas mãos :
Quando praticamos quaisquer atos conscientes de interação com qualquer face, aspecto cósmico interpretados pela humanidade de maneira microcósmica, realizamos o ato imaginário de representar a força superior moldando, alterando ou promovendo criações no espaço-tempo. Utilizamos de inúmeros símbolos para representar energias que possuem ligações concretas com nosso intuito, tal como os antigos Xamãs e suas metamorfoses animais, bruxas incorporando as forças estelares, magos tornando-se Deus num universo sintético em comunhão espelhada com o Universo onde deverá acontecer suas requisitadas mudanças, feiticeiros corrompendo a realidade e transformando sua consciência em parte do fluxo, também podemos comparar esse ato com o ofício de um físico, efetuando processos atômicos, buscando a compreensão e reproduzindo critérios cósmicos em escalas menores, compreendendo as ondas energéticas e suas atividades, recriando ações universais em níveis aceitáveis ou não.
No decorrer da historia da humanidade, o ser humano sempre perpetuou tentativas de dominar as forças, sejam elas de qualquer aspecto, forma, na medida das limitações em seus respectivos períodos cronológicos. A representação dessa tentativa de controle/descontrole de forças podem ser encontradas nas mais diversas áreas de atuação humana, seja ela interpretada como ciência, para-ciência, arte ou misticismo, sempre nos deparamos com a mente tentando recriar processos, nos expressando uma tentativa inconsciente de dominar tais conceitos/ padrões ou pertencer, interagir com os mesmos de maneira mais intimista, de acordo com as linhas metodológicas que o Eu utiliza.
O teatro. O Olimpo e o encontro com a Divindade :
Dionísio, Homem-Deus, peregrino Celeste, libertador das mentes limitadas, vagou por diversas terras com sua ideia pessoal de Divindade, encontrando-se em cada ser vivo e admitindo o Divino em tudo que ele sentia. Denominado como o 'Anima-Mundi (Alma do mundo)' Deus que passou por todas as faces do ciclo de vida e morte, viu nos homens, o potencial para atingir as capacidades superiores e recriar a realidade celebrante, intensa e vibracional que ele via em si, em tudo divinamente desperto. Numa de suas lendas mais expressivas, O Deus da alegria perdeu o amor de sua eternidade e se viu impotente perante as condições naturais, pois, encontrou num mortal, seu estado emocional agradabilíssimo e viu a morte levar o amor de seus braços, nessa passagem, Dionísio criou o vinho e experimentou de uma nova forma de enxergar a vida, livre das consequências emocionais, abraçou a "ilimitação" dos sentimentos, recriando eventos, criando uma trama de existências até então impossibilidades de acontecer devido a entropia dessa realidade.
Dionísio criou o teatro...
Encontramos esse processo inventivo e exageradamente voltado a exploração da psique em praticamente todas as formas de reprodução de processos cósmicos. Podemos enxergar isso em diversos rituais em culturas diferentes onde os seus preceptores representam potências, consciências e padrões de acordo com a necessidade em questão. Representamos o "impossível" de várias formas, com gestos, vozes, símbolos e imagens.
O ser humano em busca do impossível dentro de si, procura recria-lo a sua volta, tendo o surrealismo de sua mente impregnado e interpretado empiricamente.
" Disse Jesus: Eu sou a luz, que está acima de todos. Eu sou o “Todo”. O Todo saiu de mim, e o Todo voltou a mim. Rachai a madeira – lá estou eu. Erguei a pedra – lá me achareis."
( Evangelho apócrifo de Tomé)
Mente/ Mentir : Nada é verdadeiro...
Tudo o que somos é resultado do que pensamos. Buda (563a.C-483ª.C)
A mente num conceito geral, funciona como a grande ministra das funções físicas, seja na comunicação de sistemas orgânicos que constituem um corpo ou através dos mais variadas filosofias e crenças que limitam ou libertam o ser humano, produzem paradigmas, dogmas que desenvolvem pontos cruciais em nossa conformação psicológica, delimitando o que podemos fazer, como atuamos com nossas questões pessoais e externas. Evoluindo essa questão com minha capacidade lógica, estou desenvolvendo um processo, uma série de sinapses neurais ( Comunicações entre células nervosas) interpretadas por nosso organismo como ordens inconscientes e/ou conscientes sendo registradas a nível genético, dependendo da complexidade das questões e necessidades, essa informação gera energia ou necessidade da mesma.
Pensar é uma via relativista mais complexa do que imaginamos, abrangendo muitas questões delicadas, quando se dispõe a desenvolver pensamentos, existe uma vasta interação prejudicial ou compensatória, as ciências mentais atestam a veracidade disso, em determinados estudos afirmando determinadas linhas de pensamentos, onde tais conceitos são vantajosos e outros podem desequilibrar suas funções psicológicas, podendo adquirir problemas psiquiátricos( A nível neurológico, quando seu comportamento começa a causar desequilíbrios fortes o suficiente para causar alterações nos níveis elétricos e químicos do seu cérebro, ocasionando lesões e disfunções geralmente irreversíveis, contudo, com o devido tratamento, a convivência possa ser harmônica ).
O universo é mental :
A metafisica afirma que toda a realidade é ligada de maneira subatômica, somos constituídos de uma interação constante de conformações físicas interagindo através de ondas vibratórias numa coesão organizada coletivamente possuindo núcleos delimitados por funções eletromagnéticas que condensam energia e massa em padrões distintos ( Corpos em suas múltiplas formas). Todo corpo é fisicamente individual mediante a interpretação limitante das funções sensoriais ( SNC oculta em média 98% das informações receptadas por seus sentidos e armazena as mesmas no que a ciência ocidental denomina como "DNA descartável").
O DNA é um banco de dados primordial, superando o computador mais poderoso do mundo com uma diferença absurda, possuímos toda uma rede de acúmulos informativos sensoriais, nenhum detalhe de sua existência passa despercebido de sua capacidade de assimilação de dados atuante, interpretando informações subatômicas ao seu redor sem a necessidade de vias convencionais de aprendizado ( Sentidos conscientes ). Nessa premissa que estudiosos teorizam e comprovam cada vez mais as capacidades extra-sensoriais admitidas em linhas místicas, nos mostrando a importância do desenvolvimento de nossas habilidades latentes oriundas de nossa ligação com o Tempo-espaço.
Somos constituídos subatomicamente por 99,9% energia e 0,01% de massa ( Calcule de maneira atômica / Continuamos sendo energia ).
É energia é influenciada por ondas, estímulos vibratórios que provocam as mais variadas reações, mudanças morfológicas, biofísicas e psicológicas ( estatura, densidade dérmica, resistência óssea, imunologia, personalidade, caráter, índole, cerne, inclinações filosóficas/conceituais)
Pensar é influenciar a realidade : Imagin'Ação ...
Assim, como absorvemos e somos influenciados pelas ondas e reações subatômicas, também possuímos a capacidade de emanar nossas vibrações pessoais, invertendo essa trama, pois, pensar é provocar uma constante reação vibratória constituída por pulsos elétricos e estímulos químicos que irradiam os mesmos tipos de variações na realidade sensorial incomum. Nosso equilíbrio/desequilíbrio mental é de suma-importância nas intenções pessoais em relação ao meio que vivemos e objetivos que abraçamos independente da diretriz que escolhemos, variando de acordo com a necessidade em questão. Nossa relação com as funções internas possuem uma importância maior do que toda a condição mantida por conceitos adquiridos e estimulados em nossas vidas. Nessa reta tortuosa de raciocínio, admito que a religião ( Religação ) de mais importância no caminho é o intimismo e busca constante de comunhão com o fluxo de padrões instituídos por sua capacidade imaginativa, sobretudo, a sintetização de uma via pessoal de interpretação sem influencias externas, tornando-o uma quebra num sistema padronizado. Perpetuando sua individualidade entre muitos acúmulos de pensamentos estendidos pela rede exo-esqueletal subatômica, deixando a condição de ponte vibratória, condicionando sua realidade energética como um pilar de recepção e envio de informações construtivas.
O Vazio da mente : O graal psico-mágico ...
Inúmeras filosofias orientais buscam pelo estado mental neutro, possuindo intuitos que afirmam uma harmonia e controle do meio e de suas funções pessoais através do condicionamento, melhorando sua caminhada evolutiva em amplos aspectos da sua existência. A ausência de pensamentos seria a total estagnação das capacidades vibratórias conscientes, levando-o a condições sensoriais que priorizam o contato com toda sua realidade inconsciente ( Banco de dados ) unindo sua consciência ao inconsciente, tornando sua constituição informativa e condição interpretativa coesa com sua capacidade analítica. Acredito que seja uma experiência notável e transcendente que possa revolucionar sua existência como um todo, evoluindo o Eu em comunhão com todas as multi-funcionalidades da sua existência, num epicentro de revoluções pessoais que poderíamos interpretar como o Nirvana Budista ou a condição Supra-Divina afirmada na filosofia.
"Cada pensamento seu é uma coisa real : Uma força."
Prentice Mulford (1834-1891)
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
Lilith, entre os Céus e os Infernos ...
A maioria dos interessados em misticismo, estão familiarizados com o peso e temerosidade depositados na figura de Lilith. Informações felizmente encontradas em ruínas, proporcionaram uma melhor compreensão da suposta rainha dos "infernos", o majestoso achado, a grande biblioteca de Assurbanipal, clareou as mentes daqueles que viam Lilith de uma maneira nociva, nos esclarecendo sua origem no culto de Inanna e sua posição como a grande Sacerdotisa de seu templo, tendo o título de : A mão de Inanna. Obviamente, ser a mão, as atitudes terrenas de uma Deusa da terra, fertilidade que podemos comparar com a Gaia grega, é uma posição espiritual bem diferente das afirmações comummente encontradas em culturas recentes como a Hebraica ( Em relação a antiguidade da cultura Suméria).
Dentre seus títulos, encontramos um que exemplifica de maneira magnífica a atuação de Lilith, como a manifestação da Deusa da vida sobre a terra:
Lilith. A pomba sublime...
Essa era uma das formas de se denominar a Deusa Suméria dos ventos, sua condição relacionada a intercessão entre os homens e Deuses, um espírito divino que é responsável pela conexão entre a terra e os seres celestiais, encontramos também, o conceito de mensageira e executora de Inanna, pois, Lilith era responsável pelas ações ordenadas pela suprema Deusa da vida, como sua "mão" nesta realidade.
Lilith, a grande coruja negra:
Como Deusa da noite, a coruja é seu animal, nos remetendo a sabedoria oculta em seus gestos e os mistérios guardados pela noite, sendo uma Deusa guardiã da sabedoria sombria, pois, a mesma ressurgiu da morte, trazida por Ereshkigal, possuindo o conhecimento além do véu da vida.
A queda de Lilith:
Encontramos indícios do princípio das mudanças na esfera de atuação de Lilith, em alguns mitos Sumérios, onde eu pessoalmente enxergo um comportamento muito integro provindo dela. Há um mito, onde seu consorte, o Deus dragão das Tempestades Zu (Anzu), tentou roubar as tábuas do destino, artefato que permite controlar o universo e obter a soberania sobre ele, o mesmo é de posse de Anu, o supremo Deus dos céus. Zu foi sentenciado a morte pela corte Celestial e Lilith, não aceitou permanecer sem seu consorte e pediu aos Deuses que destruíssem seus corpos e prendessem seus espíritos numa Figueira ( Árvore ligada ao culto de Lilith), Ela, arquitetou um plano, onde através de sua magia, fez as raízes da figueira crescerem até a Casa dos Mortos, Reino de Ereshkigal, depois de muitas adversidades, ela consegue promover um trato com a Deusa do Submundo, ela proporciona a ressurreição de Lilith e Zu, permanecendo como Deuses da vida e da morte, com a condição de resolverem alguns fardos relacionados a Ereshkigal e Nahemah, sua irmã.
A ave noturna de Hullupu:
A maior questão que desencadeou a "demonização" de Lilith, está nas traduções do Sumério Cuneiforme, colocando-a como a ave noturna que tinha seu ninho feito no tronco da mítica árvore Suméria. Esse mito aparece no épico de Gilgamesh, confundindo Lilith com a ave "ki-sikil-lil-la-ke".
O culto de Lilith, sobre a figura da imagem de Ereshkigal, foi muito comum entre os povos Mesopotâmios, seus escravos, logicamente, viam com um teor maligno, os Deuses de seus escravagistas.
Comportamento Lilithiano:
A Deusa dos ventos, Lilith, sendo a conexão entre-mundos e regente das bençãos da terra, suas capacidades ligadas entre as propriedades físicas e celestes, nós dá a noção de suas características psicológicas através de seus atributos, nos mostrando sua mentalidade adaptativa e comportamento volátil. Possuindo o dualismo-comportamental bem expresso na maneira de agir dos Deuses Sumérios, sendo bons ou ruins a medida da necessidade, encontramos Lilith entre a luz e a escuridão, sendo o elo entre as duas polaridades, o eixo neutro e estabilizado entre as potências energéticas.
Em seu culto, encontramos uma forte ligação entre Lilith e a Lua nova, mostrando o conceito de reconstrução e endo-visão, o momento do Eclipse é o auge do que podemos exemplificar como o grande equilíbrio entre os princípios de perpetuação da vida na terra, onde a luz solar é neutralizada pelo bloqueio da lua, nos proporcionando uma ideia de equilíbrio e ligação entre os mundos. Podemos conotá-la de maneira psicológica e afirmar sua ligação arquetípica com os reinos inconscientes, sendo uma força de interação entre as propriedades do físico e Celestial, podemos denominar sua existência como um simbolo da viagem as profundezas do ser, onde habitam nossos instintos mais profundos e o que há de mais primordial e puro, sendo a detentora e regente dos caminhos até nossa natureza Divina.
Lilith como uma Deusa dos ventos e noite, obviamente é a matrona dos espíritos ligados às mesmas propriedades naturais, portanto, os Assakus dos ventos e noite ( Casta de Deuses menores e espíritos ancestrais, criados ou elevados pelos Deuses da cultura Suméria) bons e ruins (dualismo comportamental) ou a mistura de ambos, são seus servos.
Um exemplo é Lamashtu : A maior entre os Assakus dos ventos,regente das doenças disseminadas pelo ar, uma Deusa-menor da morte, a mesma foi muito comparada com Lilith por muitas culturas, mas, originalmente é um espírito servo, seu culto foi elevado e muito disseminado na Babilônia.
Carlos H. (Diabolus Constanzo)
@CarlosTheFool
sexta-feira, 31 de maio de 2013
Confronto Noturno: Nos confins do abismo...

" Não quero morrer, é cedo demais, sinto-me vazia, vagando num Caos profundo, não há nada pra perceber, não consigo escutar, como se eu estivesse catatônica e flutuando numa realidade onde nada evoluiu, este é meu fim?"
( Pensamentos de Samira Mella'Beth )
Entre Lilith e Abaddon, a aliança abissal :
Lilith:
-Creio que tenha transportado minha serva para as profundezas de Edon, meu caro amigo Abaddon, espero que não se ofenda pela minha presença em seu reino, tenho uma fabulosa proposta para o senhor, Deus do Caos. Pelo desenvolvimento das ultimas ações, o senhor presumi sabiamente meus interesses...
Abbadon:
-Ainda não me desafia Lilith, envolve os mais poderosos espíritos em seus tortuosos planos para a dominação de todo o Edon, mas, sabe que não há como me deter, não há como ir contra mim e de maneira muito ardilosa, procura-me, para trazer o espírito de sua antiga Sacerdotisa de volta ao reino dos vivos, aquela que comungou com a escuridão eclipsal e foi tragada para as profundezas do meu reino.
Lilith:
-Não seria mais perfeito e eloquente, tenho interesses no regresso de minha Alta-sacerdotisa,através de Samira e sua ligação sanguinea com a Obscura, fundindo ambas as almas, para que retorne através de sua capacidade singular de abrir o portão de Daath, ainda é o Guardião?
Abaddon:
-Você me trará problemas com isso, Lilith. Os Guardiões da Ordem, viriam imediatamente, quando sentirem a minha vontade absoluta rompendo o selo. Espero que você tenha algo de meu interesse e possa contornar o confronto iminente que haveria com a abertura do portão.
Lilith:
- Estou com um dos raros fragmentos da esmeralda, que um dia pertenceu ao "Primeiro Caído", Admita a derrota num confronto contra mim e coloque sobre meus ombros a culpa de todo o acontecido, terei que vagar pelas profundezas para resgatar Samira e sua magna-ancestral, tranque o portão, após a minha entrada.
-Abbadon, em troca, lhe darei legiões de filhos para devorar, repovoarei seu reino com uma raça jamais vista, ficará mais forte e poderá futuramente, libertar-se dos grilhões que lhe trancafiam neste reino de sombras, terá sua liberdade, seu exército e uma fonte inesgotável de espíritos ao seu dispor.
Abbadon:
-Tentador, Deusa da noite, espero que cumpra sua palavra, pois, se eu for traído, não haverá nenhum lugar para se esconder...
Abbadon inicia a abertura do portão de Daath , entoando o cântico que foi ensinado a ele, pelo "Inominável senhor da eternidade", por um breve momento, aquela dimensão vazia vibrou com suas palavras e Lilith viu o selo cair, por um breve momento, parecia que estava tudo na mais profunda ordem e o plano nefasto dos senhores do limbo estaria dando certo, quando um inusitado ser aparece e perpetua as verdadeiras intenções da rainha da noite .
Belphegor, O senhor da sabedoria infernal, aquele que tudo sabe, porém nada faz, pela primeira vez desde seu exílio, põe a sua preguiça de lado e comete uma atitude que poderá mudar todo o Edon, com o selo rompido e o portão aberto, o senhor da preguiça lança sua autoridade sobre Abbadon e faz ele cair numa hibernação mística.
Lilith retira a Esmeralda fragmentada de sua testa e a parte em três, a primeira e maior parte, ela coloca em si mesma, com a segunda parte ela promove um encanto e oculta toda aquela situação, fazendo com que Abbadon esqueça tudo que se passou...
Lilith:
-Antigo soberano da paz, hoje como o senhor da preguiça, cumpro minha promessa e lhe dou parte do fragmento, nada aqui aconteceu, estamos combinados?
Belphegor:
-Dei-me o que é meu, estou cansado desse lugar, cansado da sua presença, quero regressar e continuar meu sono, espero que lembre-se de meu auxílio quando seus objetivos forem concretizados. Nunca pensei que chegaria tão longe Lilith, lembro-me como se fosse hoje, quando chegou ao Edon, ao lado de Heliel, trazendo consigo, Asmodeus, seu filho, todos ficaram curiosos para ve-la, a primeira a escapar de Saman, Saaman e Samangelaf, os executores da Ordem.
Não me perturbe mais, só me acorde, no dia de sua posse como a soberana de Edon...
Lilith:
-(...) Assim será, Belphegor...
Lilith adentra pelo limbo desconhecido por todos e quebra o encanto de abertura, trancando-se nos confins da inexistência, vagando pelo nada, utilizando das vibrações de sua esmeralda, buscando por Samira, num estado etéreo e sua sacerdotisa exilada, sua busca parece não ter fim, a esmeralda, que lhe dar poder para vagar numa dimensão tão perigosa e misteriosa, até para um Deus caído, está começando a perder sua energia e o corpo de Rouge Route, começa a sentir os efeitos promovidos pela permanência numa dimensão não-orgânica.
Lilith materializa uma esfera, outrora ocultada por sua magia, e fala através dela:
Lilith:
-Trodown, está preparado?
Trodown:
-Aguardando vossa ordem, minha rainha...
Lilith:
-Acione a sua invenção e conecte sua localização com a minha, rompendo as dimensões ...
Trodown, o gnomo banido de Elfame, encontrado por Samira, numa de suas aventuras por Edon, acolhido por Lilith, hoje, um fiel aliado , detentor de uma compreensão incomum sobre artes mágicas e uma tecnologia singular, fugindo dos padrões mágicos convencionais, comete uma atitude que fária o mais sábio dos magos admirar, ele abre uma brecha entre a realidade física com a dimensão mais profunda conhecida em todas as realidades...
Trodown no saguão do Bordel Sacrê Messaline:
-Brigith, proteja os presentes e a si mesma...
Quando o mecanismo é acionado, um som magnífico toma todo o lugar e torna-se cada vez mais intenso, provocando o desespero das cortesãs, todas correm para as costas de Brigith, a mesma, permanece em pé, e bate seu cajado , levantando um aura que reveste todo o Bordel.
Trodown:
-Divina Lilith, o vórtice está devidamente equilibrado, em instantes, a densidade do buraco de minhoca irá atrair os resquícios de magnetismo na estrutura sub-atômica de Samira, assim, trazendo-a em suas mãos...
Lilith:
- Não esperaria menos de você...
Lilith regressa ao bordel com Samira, num estado etéreo-mórfico, por permanecer muito tempo naquela dimensão e ter sido devorada por Abbadon. Trodown desativa sua "máquina" e a desintegra, garantindo que somente ele possa construir novamente. Lilith abandona o corpo de Rouge, e retorna ao seu estado etéreo, ergue Samira no ar e faz a a seguinte pergunta:
Lilith:
-Samira, conhece a verdade, sua ancestral está contigo, fundidas através de suas almas, pode lembrar tudo que ela presenciou nos confins da inexistência ?
Samira :
-Lembro-me pouco, mas, o suficiente para dar a senhora uma informação, uma espécie de recado...
Samira, faz surgir uma misteriosa energia negra e transmite as palavras que lhe foram passada:
Samira:
"Chegará a hora, tem minha benção, descendente de Tiamat, essa pequena fração de minha energia lhe dará o necessário para perpetuar sua ambição, está escrito, caso contrário, não seria assim, estou aguardando a ruína do equilíbrio... Inexisto e espero que faça o nada se tornar Shaitan novamente..."
Lilith:
- O inominável retornará !!!
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Ódio e Buda ....

Pai... Quem está lá fora, quem abunda minha consciência com toda essa violência? Estou corrompendo o templo que você consagrou, meu corpo vibra em ondas de guerra e corrupção , a tristeza me possuiu, o ódio age por mim.
Eu sou o senhor, sou sua extensão nesse mundo, sou parte de sua magnificência, eu fui um exemplo de equilíbrio, hoje não sou nada mais que gritos contidos numa esfera de pura energia feita pelos opositores da Ordem, parece confuso, como o Caos está me ajudando a não destruir, estão consumindo minha fúria , utilizando meus pensamentos como fonte de defesa, contra sua criação, seus filhos , meus irmãos , estão abandonando suas celas e vestindo grandes corpos de metais que absorvem a Divindade, corrompem a teia da realidade, alimentam-se das muitas faces de ti.
Os Deuses são extensões de sua grandeza, suas ações, muitos deles simplesmente não existem mais ou estão presos nos gigantes de metal devoradores da energia universal.
O que tem escrito em seu livro eterno? O meu desequilíbrio, a derrota de minha consciência e maestria sobre o Ser, é parte de suas palavras infinitas?
Estou confuso, ainda sei que me ouve, ainda sei que sou o senhor...
Está tão frio...
Sinto-me como uma besta acuada, como um tigre velho sem alternativa, apenas atacar é meu destino, defender o universo, defender o Ser, defender a mim, defender o Todo que sou ...
Pai ...
O ódio das eras está me consumindo, não irei mais deter essa face infinita, creio que esse seja o meu presente, meu momento, minha ultima tarefa nesta realidade, expandir minha consciência e abrir a porta para o grande Dragão, romper os grilhões forjados e encantados por seus pensamentos mais profundos, libertar a ausência da razão, sua face incontrolável, meu ódio, seu ódio....
Recitarei o mantra primordial, unirei o primeiro pensamento ao ultimo, O universo não terá mais portas, começo ou fim...
Serei Mente/Corpo/Espírito...
Homem/Deus ...
Arranco as pétalas da Lótus e consagro as escadarias de Nexus...
“ De fronte ao portão das eras, um olhar de puro ódio ascende na escuridão”
Ofereço minha alma, minha eternidade, a chave do portão das eras, saia Ódio primordial...
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