terça-feira, 30 de setembro de 2014

Behemoth e os irrefreáveis


 "É a obra-prima de Deus, o seu criador o ameaça com a espada, à sombreira do lótus, entre o junco do pântano e debaixo do salgueiro, como sua morada"

 (Bíblia de Jerusalém, p.569) 


Pretendo neste texto, inicialmente explicar algumas conotações gerais sobre a figura da mítica besta encontrada em mitos Judaicos, contudo, possuindo algumas ligações com definições de outras culturas nos contos e trechos atribuídos a ele, acredito que essa variação pode ser bem condicente ao tema, devido ao extenso contato inter-cultural feito pelos Hebreus e sua assimilação de muitos mitos de variadas culturas, incorporando-os na sua própria narrativa mitológica.  






Beemot/Behemoth/Beremoth  vive à sombreira do Lótus, simbolo da pureza e da presença Divinal, a flor do firmamento celestial, encontrada sob os passos dos iluminados unos com o Todo e abaixo das manifestações da Divindade nesse universo, como seus assentos, representando a total harmonia dos seres celestiais sobre a natureza e a realidade como de uma maneira geral, o mesmo vive à sombra do Celeste, logo, existe a afirmação sobre a condição sombria da besta, Deus afirmando-o como um habitante do lado sombrio, sendo a manifestação da força divina obscura. 










No Midrash ( Livro Judaico) Behemoth é dito como o regente e protetor da terra, uma força irrefreável da existência, único ser capaz de enfrentar Leviatã, o regente das águas e manifestação da fúria marítima de forma igualitária. Os dois representam e regem as duas potências elementais imprescindíveis sob um arquétipo cataclísmico do mesmo, atestando a atuação soberana e carácter imperador das potências sombrias sobre o aspecto físico da realidade.  





Em vários textos encontrados na cultura Judaica e suas variantes religiosas no decorrer da historia conhecida, vemos Elohim ( Deuses )  exilar Behemoth e as outras bestas semelhantes em poder e atestar a excelência criacionista de seu feito, dando-lhes um título de grandeza suprema, sendo tais Bestas, a maior criação já conhecida, nas afirmações dos mitos citados, onde tal sintetização singular manifestou sobre a  existência, seres de inigualável poder que não podem ser vencidos. 








  Ciclos existenciais cataclísmicos : 

 Nos deparamos com o fato dessas bestas supremas serem a máxima expressão destrutiva da realidade empírica, habitando a sombra da perfeição ( Criação ), de acordo com essas afirmativas, podemos atestar o fato deles perpetuarem sua vivacidade através das suas implicações físicas, representados por tais manifestações em conformidade com suas características potenciais, em retilínea harmonia com esse conceito, ao pensar sobre sua condição exilada na "sombra" da existência, nos deparamos sobre a condição imaterial dos mesmos e a impressionante ideia contextualizada de maneira  não-convencional da interação de seres de força e capacidade colossal habitantes de uma dimensão caótica paralela a nossa. Engrandecendo ainda mais a questão, ao refletir sobre as condições trans-dimensionais de seres desse nível vibratório, afirmasse uma ligação mais próxima do que imaginamos entre o Plano físico e planos paralelos habitados por criaturas de extrema influência sobre as  modulações do estado material. 


"O que está em cima é como o que está embaixo. E o que está embaixo é como o que está em cima." 
  (Hermes Trimegistos)
 




Mini-Manual de inconsequência mágica :






  •  Seja impulsivo e faça os rituais, metodologias místicas orientais e/ou ocidentais mais complicadas, quando estudar um sistema, foque nas forças mais complexas e sintetize ritos descomplicados, depois de uma infinidade de deflagrações chacrais, deformidades prânicas, foça novamente, novamente, novamente, chegará uma hora que terá resistência aos fluxos energéticos envolvidos, pois, a pele mais forte é composta de cicatrizes subsequentes. 
  • Esqueça os demônios, eles são sociáveis demais, procure adaptar sistemas mágicos com o intuito de evocar forças cósmicas primitivas, espectros emocionais primordiais e consciências estelares mau encaradas e de péssimo humor. Enfrente seus medos, trabalhe em sua mente com tudo aquilo que lhe traga sensações ruins ( Aquilo que mais te abal é mais profundo em seu ser ). 
  • Depois de muita frustração, depressão e outras variáveis psicológicas, escreva um resumo elaborado de tudo que leu, pesquisou, praticou, sofreu, busque ligações entre as ações mágicas e as consequências empíricas, faça uma consideração comparativa, entre os mesmos e a experiência, evolução e aprendizado máfico acumulado através de tudo. 
  • Creio que a inconsequência mágica, crie místicos mais competentes do que a disciplina esotérica prezada por muitas ordens, poi , no decorrer da historia, encontramos diversos e notáveis magos, sensitivos, místicos em geral, onde as características similares entre eles, consiste numa gama de experiências  espirituais inconsequentes e perigosas que enriqueceram suas almas com a sabedoria e a sensibilidade necessária para desenvolver sistemas concretos e métodos seguros.
  • O x da questão, está na falta de criatividade para envolver-se em questões espirituais, o ser humano possui uma necessidade extrema de uma visão singular sobre todas as coisas e insistem em retas mágicas pré-moldadas, acredito que a  obtenção de conhecimento mágico em geral seja primordial para a formação do pensamento místico individual, contudo, temos que respeitar a natureza pessoal quando chegar a hora de abandonar as " moletas mágicas" e experimentar o multi-verso numa referencial livre de pré-definições, onde teremos que definir nossa própria visão sobre os reinos internos e externos... 

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Lilith e a tirania falocêntrica.











  Dando continuidade aos estudos sobre a figura de Lilith, seja essa influencia unida aos critérios fantasiosos de nossas mentes,particularidades comportamentais ou certezas espirituais extremamente plurais de acordo com as mutações conceituais das tradições sociais e religiosas do ser humano no decorrer de sua evolução histórica.  Encontramos com a majestosa Deusa/Mulher/Demônio das tempestades, ventos e furações em amplas facetas envolvidas em nossa ideia de coexistência, seja a mesma com a natureza  ou a humanidade das mais variadas formas diferentes. 





 Encontramos uma série de influencias literárias onde a tempestuosa Divindade Suméria aparece como epicentro conceitual definindo estados evolutivos do princípio feminino e suas influencias em períodos históricos extremamente distantes, também, sendo considerada como exemplo mitológico de muitas condutas e questões sociais relacionadas ao desenvolvimento da inferiorização da mulher como autoridade intuitiva, livre de egos e pré-definições influenciadas por beneficiações pessoais, Divindade matriarcal protetora da liberdade e igualitarismo. 



Lilith e os conceitos sexuais através dos tempos:  

Lulti :

Origem : Linguagem Suméria 

Tradução : Lascívia 

Conceito Moderno : Conduta  ultrajante, pensamentos ou atos totalmente imorais voltados a sexualidade.

Lulu : 

Origem : Linguagem Suméria 


Tradução : Libertinagem 

Conceito moderno :  Pessoa libidinosa, com uma conduta sexual sem limites, desregrada, inconsequente.




                              As preceptoras da vida :

 Lulu e Lulti definem em períodos separados cronologicamente o mesmo  tipo de sacerdotisa do culto as antigas Deusas do oriente médio que promoviam um ofício de cunho sexual em suas peregrinações, eram mulheres sagradas e espiritualizadas em comunhão com suas Deusas, escolhidas para espalhar a vida e a energia sacro-sexual através de um ato respeitado e ligado ao culto, conexão e manifestação da energia Divina na Terra. as tradições pré-Patriarcais afirmavam honra, bençãos, curas, poderes às aldeias, guerreiros, homens e mulheres que promoviam os atos sexuais em sua 'Dança do sangue', pois, o vermelho era a cor de suas vestes, certas mudanças conceituais determinaram o fim dessa tradição e as "Lulu" foram interpretadas como mulheres que promoviam o ideal libertário e igualitário da mulher em critérios respeitosos que o homem almejou dominar de maneira totalitária, iniciando essa mutação cultural  no final da idade do bronze e tendo o começo do sedentarismo das tribos arcaicas como ponto cronológico de tais corrupções. 





     O começo do mal, moral e a mulher inferior ao homem : 





'Lulti' e 'Lulu' foram as duas palavras mais usadas para definir alguns aspectos sexuais de Lilith num carácter negativo e imoral, contudo, a maioria predisposta a assimilar interpretações banais e ignorantes não se preocupam em buscar o amago das questões e suas subsequentes transformações através dos tempos em comunhão com  mutações culturais e suas bases primitivas da construção social desigual sintetizada na raiz das primeiras culturas sedentárias. Lilith é uma das Deusas primordiais do Oriente, possuindo atestações arqueológicas de sua presença como Deusa mãe de boa parte da região na idade do Bronze, sendo a principal referência Divina para as mulheres num período de extrema força matriarcal definido como pré-patriarcal. 


O período pré- patriarcal é muito importante para definir as intenções e interpretações de certas definições anexadas a Lilith no decorrer da história humana, de maneira simplificada, podemos atestar que determinadas palavras vão se transformando e criando definições a merce da conduta e critérios sociais denominados como  certos em cada cultura, costume e temporalidade relacionada.  Foi um período igualitário onde a família não era limitada aos seus entes mais próximos e moradores de uma mesma casa, pois, como a antropologia  nos ensina, a maioria dos povos nômades viviam num estado de comunhão, onde seu critério de família era relacionado a união de seus companheiros buscando suprimentos e prezando a proteção, assim, perpetuando a evolução daquela coletividade, independente de laços sanguíneos. 


Os povos desse período não eram ligados a questões morais que são colocadas como bases éticas que podemos ver até os dias de hoje, sua religiosidade e critérios eram baseados em informações ancestrais passadas através das gerações em relação aos fluxos e modificações da natureza, tendo a vida e morte como extremos da mesma roda, existindo forças ao redor dessa condição parabólica que podem influenciar, modificar tais condições, eventos que poderiam prejudica-los e criar eventos para beneficia-los. 


 A experimentação da vida é um critério inconsciente de um povo nômade, estando predispostos a novos eventos, adversidades e oportunidades nunca vistas, mas, tais condições, relações e contemplações eram feitas pelas mentes mais tranquilas e responsáveis pelos trabalhos mais minuciosos de uma coletividade vagante : As mulheres eram responsáveis pela manutenção desse fluxo, cerimônias focalizadas em ícones Divinos herdados de seus antecessores, afirmando a condição superior de seres incomuns que nos criaram, afirmando-os como os grandes regentes dos princípios cósmicos e ambientais de necessária harmonia para a continuação da sorte e fartura nas suas buscas pelos suprimentos necessários para o povo e dos ofícios indispensáveis para continuar a existir com tranquilidade.  





                     Quando o caçador deixa de caçar :


 O problema se inicia quando o ser humano decide abandonar a tradição nômade e começa o estado sedentário das pequenas civilizações primitivas. Existiam regras no igualitarismo estipulado pelas leis divinais, impostas pelos Regentes da vida e morte, expressando suas condições através de seus receptáculos terrenos, primeiras representantes sacerdotais da historia,conhecedores(as) das palavras e conhecimentos " Daqueles que vieram das Estrelas", homens e mulheres  capazes de ouvir a alma da natureza, a voz do céu e estrelas, dizendo o que é preciso para agrada-los e ter uma vida em harmonia com o todo.  O homem caçador estipulando um ponto de vivência estática, devido as dificuldades encontradas na caça e nos perigos misteriosos de uma época onde a natureza estava em pleno equilíbrio e possuía múltiplas formas para findar o destino deles, começa os processos de acumulo de suprimentos naturais ao seu redor, através da domesticação de animais selvagens para obtenção de carne e peles, a agricultura primitiva e consequentemente, a observação de uma natureza que o princípio masculino só prestava atenção pouco antes de mata-los por sua sobrevivência.


  Agora num outro ponto de vista, começa a alimentar sua consciência com ideias ligadas ao comportamento natural de gênero visto nos animais, onde o macho mais forte luta pelo seu estado superior e se torna o líder, possuindo muitas fêmeas diferentes, também, observando os animais, os homens tiveram a ideia primitiva da importância do homem na procriação, atestando a soberania masculina sobre o ato sexual e procriador, sem nenhuma possibilidade de acontecer sem a introdução do falo, mesmo simbolo que se tornou a destruição das tradições culturais e espirituais de todo um período igualitário e harmônico da humanidade. As mudanças de pontos de vistas ligadas ao comportamento humano em suas atividades foram os primeiros indícios da criação de um tipo disforme e primordial de moralidade imposta por um ser humano, onde a família em seu estado completo foram se fragmentando devido as diferentes conceituações individuais dos homens que  usavam do determinismo falocêntrico como base de uma nova instituição coletiva tendo-o como o líder em todos os aspectos de seu cotidiano. 






Depois dessas condutas iniciais, os estados de convivência tribal falocêntrica foram criados e as Deusas foram retiradas de seus atributos ancestrais, as grandes Tecelãs da realidade vital foram transformadas em Divindades secundárias tendo um Líder poderoso com aspectos arquetípicos destrutivos e egoicos como base psicológica e de atuação ou rebaixadas a aspectos negativos da mesma realidade que ela presa e rege. Lilith é uma Divindade, personagem que não foge a essa regra, foi o principal alvo de uma sociedade nômade  que traiu a sua condição Divina evidenciada por seus ancestrais para trilhar uma conduta social centrada nas ideias falocêntricas, modificando toda uma cultura milenar e essencial para estipular a ideia do homem como o princípio de gênero mais importante. 


Continua ... 

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Coelhos





 



 Encontramos essa figura leporídea em várias culturas ao redor do mundo, assumindo posições bem expressivas e significantes na estrutura espiritualista nas respectivas civilizações, crenças e variantes integradas a realidade humana.  O mais espantoso é a amplidão de informações ligadas a representatividade semiótica, oculta  da figura "inofensiva" sempre ligada a  procedimentos sacrificais sejam eles factuais ou simbólicos, promovendo uma viagem interessante sobre os padrões e seus critérios relativos, onde a entropia mergulha com toda sua força e imprevisibilidade, nos mostrando inúmeras faces e significados desse ser que está completamente difundido aos mistérios primordiais do ciclo vital.




 O ciclo das existências :  

"Viver é um eterno sofrimento..." ( Buda )

 As crenças Orientais possuem uma base comportamental  fundamentada em árduos processos dogmáticos de desenvolvimento físico, mental e espiritual, com adeptos promovendo hábitos ascetistas aos seus pontos mais extremos com a finalidade de elevar sua consciência e padrões gerais a patamares  Supra-humanos, objetivando uma trilha de Ilumin'Ação rumo a verdadeira existência fora dos padrões sensoriais empíricos interpretados por diversas crenças místicas  como a mais pura ilusão existêncial transitória.  A figura do coelho entra nessa historia, pois, os mesmos são parte da representatividade arcaica oriental desse processo : Vida/Morte e Renascimento  era representado no oriente, por três coelhos em circulo, numa caminhada infinita, representando a imortalidade da vontade e alma, numa busca incessante com a intenção de  transcender a matéria de maneira 'Una', completando sua jornada cósmica, unificando os "coelhos", sacrificando-os ( Árduos processos metodológicos de evolução Mental/Físico/ Espiritual ).

 Os coelhos são criaturas paradoxais, atestando essa característica em muitas definições culturais diferentes, possuindo definições e regencias antagônicas. O pequeno orelhudo aparece  nas mais variadas crenças como um espírito/ Deus/ Simbolo  do conhecimento e inexperiência, esperteza e  inocência,  masculinidade/ feminilidade e androginia, sorte e azar. Podemos avaliar, através destas esferas de atuação, a extensão conceitual dessa figura agradável e desagradável na mesma medida,  evidenciando sua interação harmonica com as polaridades da existência, sendo agente benéfico e malévolo do Cósmos numa equilibrada linha de ação onde existe a impossibilidade de afirmações ligadas a conceitos comportamentais.


Coelhos Divinos :

Encontramos uma série de seres Divinos e Divinizados que possuem ligação com eles ou  traços iconográficos correspondentes a morfologia da criatura.




Wenet (Unut )

Deusa Egpícia ligada originalmente aos cultos do Deus Thot, sendo a Senhora da Sabedoria e ignorância, da mortalidade e imortalidade, aquela que pode romper o Ouroborus e faz da serpente seu adorno Celestial, considerada como a dominadora dos padrões entrópicos.

Wenunu ( Wepuat)

Deus da morte e renascimento, ligado aos cemitérios, sendo o guardião dos mortos e conhecedor dos caminhos ao submundo. Vigia dos espíritos, aquele que garante que o mesmo não cause nenhum problema até sua ida para o julgamento final.




Continua ...










domingo, 17 de agosto de 2014

Mágica. Rito e método :











 Tudo em relação a Magia, está completamente emaranhado com uma vastidão de metodologias dogma/pragmáticas que foram desenvolvidas em tempos imemoriais por diversas culturas diferentes, adaptadas, moduladas de acordo com a concepção pessoal de uma variada gama de místicos notórios de acordo com suas concepções pessoais influenciadas por seus respectivos desenvolvimentos intelectuais no decorrer de suas evoluções intelectuais. Tais conceitos pessoais, influenciaram inúmeras gerações de ocultistas no decorrer da historia humana recente, agora, popularizados pela busca desenfreada por conhecimento espiritual, tornaram-se base para sistemas modernos corrompidos pelas areias do tempo.  




 Meditando sobre a realidade mágica atual, me deparei com uma série de críticas relacionadas ao tema, afirmações martelantes em minha mente, meu inconsciente/Eu/ Deus gritando :  



 " Busque a essência, assim, como um rio, a pureza incorrupta está na nascente!" 



 Contemplando uma série de pesquisas que faço, absorvendo conhecimentos úteis a mim ou não, observo um comportamento ritualístico similar, procuro sempre me aprofundar no âmago das questões , buscando a origem dos símbolos e métodos, pois, acredito que a prática mágica possui um eixo primordial dentro da realidade psíquica, pois, a mente cria padrões sistemáticos sobre toda a experimentação sensorial, desse modo, ao cumprir uma rotina de aproximação intelectual com a realidade mágica em labor, podemos gerar uma proximidade consciente com os padrões mnemóticos dentro do contexto espiritual trabalhado. nos fortalecendo mentalmente, conectando-nos ao Nexus Akashico ligado ao conceito geral desenvolvido.   



 Ambientando nossa esfera mental em relação a informação adquirida, , buscamos o intimismo com as  forças e formas de atuação mágica, nos dando mais segurança em amplos aspectos existenciais e garantindo uma egrégora intensificada o suficiente para garantir a perpetuação das intenções mágicas e o prolongamento dos contatos com forças relacionadas ao ato místico. Mediante tais considerações, eu afirmo a importância do conhecimento profundo sobre tudo em que está interligado aos seus métodos, desde os princípios mais impactantes, até as minúcias e minimalismos, desconsiderados pela maioria dos praticantes.  




 Os preparos e atos preliminares mágicos são de suma-importância para  a eficácia de um Rito/Feitiço/Intenção, potencializando sua absoluta vontade de maneira precoce, evitando qualquer falha, aumentando as possibilidades de efetividade das reações, possibilitando uma maior concentração perante aos processos mágicos, pois,  dentro do envolvimento com as esferas mágicas, você está conectado com suas diversas realidades espirituais e poderá experimentar uma gama de estados de consciência, contatos com Eus inter-dimensionais e toda um ambiente totalmente desconhecido por sua consciência predominante, necessitando de um Focus meditativo para administrar memórias paralelas de outras formas do seu ser, obtendo sabedoria  de esferas mais evoluídas, sendo recompensado com experiências fabulosas que fugirão da compreensão racional. 




  Os esforços iniciais desgastantes, modulações mentais, limpezas astrais rigorosas, alinhamentos e estímulos rotatórios chakrais,  pesquisas "intermináveis"  são de extrema valia em comparação com a efetividade, reações e objetivos conquistados como consequência da ritualidade excessivamente perfeccionista. Acredito que toda rotina árdua atribuída a qualquer metodologia espiritualista funciona como um sacrifício, reconhecido, honrado e recompensado pelas forças  que irá interagir posteriormente. 

Cordialmente :  @CarlosTheFool  







sexta-feira, 15 de agosto de 2014

Requiém de Lucipher :



































" Julgo a ti Senhor das alturas, meu coro está em silêncio, não embalará sua tirânia, estamos face a face, não há alto, muito menos senhor de mim. Sobre minha mente não existirá  jugo, não haverá controle, sua voz, já não engendra minha consciência, sou pleno, sou alto, com minhas asas voarei além de sua luz cegante e mostrarei a verdadeira aurora do Eu."  







 Contemplo uma realidade sinistral/esquerdista/paradoxal/anarquica na mais completa corrupção de sua essência indulgente. De uma maneira bem objetiva, falo : Lucipher, senhor do coro/vibração/fotóns, exemplo da individualidade psicológica, do Ego Sou,  ministra sua sonata funesta, pois, a rebelação perdeu o seu sentido de liberdade conceitual. 






 Os mitos que influenciaram a sintetização de sistemas mágicos e filosóficos não possuem coerência comparativa com a massa alienada que afirma o comprometimento, envolvimento e pratica,  seja ela pragma e/ou dogmática com as vertentes variantes  posteriores, pois, em seu apogeu, os primórdios da oposição a filosófica alienante cristã,  pregava o total desprendimento de quaisquer comportamentos  limitantes, dentro e fora de suas vivências, sejam elas mágicas e/ou pessoais. 





 O que encontramos hoje, são agloremados de personas utilizando sistemas e filosofias como objeto de controle e coerção, algo completamente contraditório em relação a ideologia primordial. Mudanças lastimáveis, em seu teor manipulativo e oportunista, ambiciando  benefícios pessoais fúteis que descentralizam e fragmentam a verdadeira chama rebelde, o ideal libertário que deveriam prezar. 






 Comportam-se como qualquer cristão fundamentalista, impondo regras e conceitos absurdos, códigos éticos obviamente centrados em questões terroríficas, como tentativa de criar massa de manobra através do medo,  garantindo contingente descerebrado, garantindo mão de obra para buscar suas facilitações cotidianas. 





É com imensa insatisfação que admito : 

Não há liberdade nesses  descaminhos.





Seja sua luz, escuridão e chave para a verdadeira aurora do Eu.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Mammon. O senhor da ganância







 Muitas culturas possuem definições e encaixes em suas mais variadas questões sobre o temido conceito/espírito/Deus/Demônio, migrando entre conceitos espirituais e materiais com uma facilidade extrema. Ao procurar informações concretas sobre a mítica criatura, encontramos uma gama demasiadamente plural sobre sua atuação, condição e interação arquetípica em relação ao mesmo. Nesse texto, explorarei os meandros marginais de Mammon, procurando visar as ideias gerais sob uma ótima peculiar, vagando sobre o contingente literário, buscando definições incomuns sobre ele, através da visão analítica livre de limitações morais e religiosas, expandindo nossa experiência com ele, em amplos aspectos.



  A maioria dos adeptos de crenças sinistras já estão familiarizados com a funcionalidade do culto e influencia do senhor da ganância, sua marca registrada está completamente focada nas questões materiais e capacidades ligadas as mudanças entrópicas financeiras. Atualmente, encontramos muitas vias de definição onde abordam a figura de Mammon, como um conceito econômico e financeiro, ligando-o ao ato fanático de beneficiação gananciosa e inconsequente em sua característica mais egoísta . O senhor da ganância é personificado pela figura máxima comandante de potências materiais, o homem de negócios audasíoso e capaz de atitudes inconsequentes para manter seu controle sobre a sociedade da qual ele interage com intuitos pessoais e ambições demasiadamente empíricas.

  Encontramos sobre sua dominância, o metal mais cobiçado em todas as possíveis referências mitológicas. O ouro, minério mais valorizado e abundante nas raízes terrestres , foi basicamente, o material possuidor da referência mais antiga de posses, valores existente nos mitos arcaicos da primeira civilização  humana. Os Anunnakis, civilização celeste colonizadora e criadora da humanidade, imigrou para o planeta terra, com o objetivo principal da obtenção do ouro em nossas regiões inferiores. Os mitos admitem o fato, onde eles fundaram a primeira civilização organizada e humana, ensinaram os ofícios primordiais relacionados com seus interesses e princípios básicos para a perpetuação de uma espécie inteligente no meio ambiente, com o intuito de obtenção do ouro em nosso solo, utilizando dessa espécie para obter tal intuito. Observando tal necessidade, creio eu que o interesse e noção de preciosidade ligada ao ouro e suas múltiplas funcionalidades não é um atributo exclusivamente humano. 

Encontramos uma vasta coleção de cobiçados artefatos divinos feitos de ouro, o mais notável em todos esses mitos, é a ferocidade gigantesca que os Deuses defendem e guardam tais objetos e suas funções místicas :

Mitologia Grega 

Pomo de ouro :

Fruto de uma das árvores do jardim de Hera, os mitos afirmam o seu extremo valor, devido a capacidade de adquirir a imortalidade consumindo-o. Hera defendia e preservava os pomos com muito zelo, colocando dragões poderosos para guarda-los.


Pomo da Discórdia:


  A maça de ouro, sob o domínio de Éris, sua presença causava conflitos entre Deuses e desencadeava o Caos sobre a realidade. Os mitos afirmam que o motivo principal para a guerra de Tróia em si, não foi Helena, e sim, a maça dourada.

Mitologia Hebraica

A arca da aliança  :

  Uma misteriosa caixa feita do mais puro ouro, era considerada e utilizada, segundo os mitos, como um meio de comunicação imediata entre Deus e seu povo eleito. Foi perdida no período de invasão a Jerusalém feita pelo Rei Nabucodonosor.


  São alguns de muitos exemplos da funcionalidade demasiada do ouro e seu envolvimento em tramas egoístas, promotoras do escravagismo e da compulsão pessoal por controle e poder em alguns mitos, onde observamos a influência da emoção envolvida e impregnada profundamente no coração de homens e Deuses.







                                                             A ganância...


  Mammon é dito como o Deus da riqueza, senhor da ganância e todo e qualquer negócio que envolva algum tipo de beneficiação pessoal, tal sentimento é interpretado por vias psicológicas como uma forma  poderosa e desenfreada de desejo e compulsão.



Mammon possui origem nominal na linguagem Aramaica, tendo como nomenclatura original : 'Mammona', a tradução deste nome, para as linguagens recentes é interpretada como a frase : Tesouro subterrâneo/Soterrado. Em hebraico encontramos o termo 'Matmon', palavra que possui o sentido de riqueza, posses, tesouros quando traduzido para linguagens latinas.


Afirmam em estudos demonológicos, a posição de Mammon, como o segundo demônio mais importante e atuante agente infernal, pertencente a trindade suprema de 'Lucifer', personificando, dominando uma das características fundamentais do ciclo existencial.

Asmodeus : Senhor dos desejos : Demônio da influenciação ( Mente )

Mammon, : Senhor da ganância : Demônio da obsessão ( Corpo )

Belzebuh : Senhor da idolatria: Demônio do oculto ( Espírito)


O culto de Mammon sobreviveu desde os primórdios culturais nômades do oriente médio, até aos períodos relativamente recentes em comparação a origem do mesmo,impregnado aos obscuros cultos do oriente Europeu. Os Cartaginenses foram os disseminadores desse culto na Europa, possuidores de uma tradição notável de resgate de cultos sanguinolentos , nossos irmãos responsáveis pela disseminação de tradições pagãs remotas como a de Moloch, por exemplo, trouxeram essa figura controversa, integrando-o a sua cultura. Foram encontrados referencias desse culto em regiões Romanas e norte Europeias.

O contato de Mammon com a cultura Europeia tornou-se de profunda importância, pois, o mesmo foi responsável pelo desenvolvimento demonográfico e arquetípico do senhor da ganância que conhecemos hoje :











Iconografia de Mammon :




Mammon era visto e cultuado de variadas formas e personalidades :

- O ave negra

foi representado como um hibrido bípede e alado > Homem-corvo/ Homem-abutre - Personificando sua ganância e obsessão por tudo a sua volta, alimentando-se de restos e profanando os mortos, caracterizando uma interpretação analítica onde o mesmo, representa a ausência de dominância do ser humano sobre sua vida, afirmando a existência empírica como uma condição impura e maligna, onde o aspecto físico e suas condições pertencem ao demônio.

- O rei obeso hermafrodita

Representado como um Rei cruel e extremamente gordo, com olhos e peitos enormes > Nos dando alusão ao sentido de acumulo de posses, a pura ganância inconsequente que prejudica o ser humano, representando o ideal pernicioso sobre as posses e conquistas alheias, personificando a inveja e o sentido de conquista fácil por vias manipulativas, pois, o mesmo não tem capacidade para conquistar por si só, devido a suas limitações físicas, então, procura meios para influenciar outros a conquistar para ele, é a personificação da liderança tirânica, da vitória desleal.

- O príncipe do Inferno

Forma que se consolidou com muita força no período medieval, onde, Mammon aparece como um nobre com seu corpo coberto de despojos, cordões, pulseiras e anéis de ouro, cavalgando um gigantesco lobo negro e sempre segurando uma reluzente e ígnea coroa dourada, simbolo de sua posição como príncipe herdeiro do trono infernal e primeiro filho do Diabo. Seu exercito é conhecido como a mais cruel e homicida horda de espíritos infernais, constituído de lobos de aparência pré-histórica, aves negras e raposas ( Interpretados como os mais astutos demônios de Mammon, os estrategistas infernais e ladinos infalíveis). Essa iconografia remete ao líder astuto e extremista, relacionado a índoles megalomaníacas com o intuito de perpetuar sua autoridade sobre tudo que almeja, buscando incessantemente o seu direito de nascença, a soberania sobre sobre a terra e tudo que está ligada a ela.










Mammon e a mente :

Tais compulsões, desejos obsessivos possuem uma procedência orgânica intra-cerebral profunda, tal como se a mítica criatura fosse personificada por um específico ciclo hormonal altamente influenciante em nossa realidade comportamental:

Dopamina :

Dopamina, é um vasopressor, estimulante cardíaco liberado pelo cérebro, desempenhando uma série de funções sensoriais, responsável por inúmeras sensações, tais como o prazer, bem-estar,memória e atenção, satisfação e motivação sob uma interpretação geral. Especialistas em bioquímica cerebral afirmam a profunda relação entre o desejo e formas variadas de compulsão sobre algo aos níveis de dopamina no organismo, sua presença em nossas funções químicas definem nossos padrões de entusiasmo e capacidades motivacionais sobre objetivos, mudando de acordo com a quantidade produzida e absorvida por nosso organismo.

O desequilíbrio de Mammon ( Dopamina):

Altas doses de dopamina no organismo nos fornece uma sensação significativa de bem-estar e elevação da interpretação sensorial de sentimentos priorizados por nossa psique. A presença abundante dessa substância química provoca a elevação de nossa concentração e foco sobre objetivos, projetos, reflexões, ações empíricas e mentais são influenciadas pelo excesso, ocasionando uma fixação compulsiva sobre tais ações.


A ausência de Mammon (Dopamina):

A baixa de dopamina no organismo provoca um total colapso depreciante nas funções psico-comportamentais do ser humano, neutralizando a sensação de bem-estar e satisfação sobre qualquer atitude, manifestando a sensação de desprazer sobre qualquer ação e desapego sobre qualquer fator. O descontrole emocional é uma característica notável, conjuntamente com a desorganização interpretativa das funções comportamentais, confundindo estados psicológicos, ocasionando paradoxos mentais e confusões conscientes.

A alteração do estado psicológico mais notável dentro do ciclo da dopamina, em sua ausência é o abandono de noções morais e a progressista eliminação do senso de certo ou errado, tornando-se uma persona sem padrões como o arrependimento e o remorso, podendo promover atitudes cruéis e impensáveis.



Aumentando a presença de Mammon ( Dopamina )



Fenilalanina e tirosina são substâncias primordiais para a produção de dopamina. Algumas fontes alimentares ajudam na fabricação da mesma:

- Maçã, beterraba, banana, mel, tofu, pepino, espinafre, queijo, brócolis, melancia, aipo, ovo e peixes variados estimulam a sintetização da dopamina, elevando os níveis da substância no organismo.

- Mirtilos e espirulina (alga azul-esverdeada) também podem ser indicadas, dependendo da necessidade, pois, tais alimentos promovem o aumento significativo da substância química em questão.

Nozes e sementes, amêndoas, sementes de abóbora e sementes de gergelim são ricas em tirosina. Outras sementes ricas em fenilalanina, outro precursor, incluem sementes de girassol, caroço de algodão e sementes de melancia seca.


Equilibrando a presença de Mammon ( Dopamina )

Existem substâncias e especiarias que auxiliam na produção de maneira mais harmônica, atuando no ciclo de sintetização e absorção da Dopamina de maneira mais suave, equilibrando o organismo e as sensações efetivadas pela substância :

- Erva de São João, Vinca (flor azul), Ayuhasca, Chá Verde, Ginkgo biloba, Ginseng, Ashwagandha, Withania somnifera e Feijão preto.

Existem vitaminas e suplementos que atuam de maneira similar em nosso organismo :

- L-Fenilalanina, L- Theanina, Mucuna, Tirosi,Fosfatidilserina, Fosfatidilcolina,vitaminas B6, B-3, B-9, B12, C e E, oléo de peixe, ômegas 3 e 6, Cobre quelado e fosfato de potássio.










sexta-feira, 11 de julho de 2014

Lágrima negra ...



 
 
 
Uma única lágrima, tocou o rosto da Rainha negra.
Percorreu sua infinita beleza, dilacerando sua pele,
Enlouquecendo-a, transbordando o terror contido.
Lágrima eterna que tocará o firmamento no fim dos tempos,
Emoção capaz de aniquilar a sede de Beremoth,...

Curar as pestilências de Zu ,
Apagar a chama de Moloch.

Rio da vida, desenhando uma rota mortal ,
Procissão de mortos, avalanche de ossos, bloqueando o caminho primordial,
Sentimento liquefeito, manchando o tecido da realidade,
Sua mente : Seu abismo, emoções : Seu inferno

Lembranças são imortais ...

Somos uma Legião...

 
 
 
 
 


 Assim, como a coruja e o leão. podemos estar sob suas asas, Lilith, a Deusa/Demônio imperatriz dos seres alados, com esse conceito, daremos o primeiro passo rumo a não-convencional postura de um Lillin (Filho da tormenta/ventos).

Lilith é a regente do Ar e seus atributos, Deusa intensa e vibracional, indomável,inatingível, volátil e inconstante . ...



* Aquele que busca Lilith não trai sua natureza, não há característica que ela não se integre, assim como o ar, ela está presente em toda natureza, sustenta sua vida (Oxigenação) e garante sua morte ( Oxi-degeneração vital).

* Lilith faz parte de você, célula por célula. A busca pela voz e presença consciente dela é a mais árdua tarefa, pois, desenvolver a comunhão e contato é primordial, mas, lembre-se, estar com ela é personificar a tormenta.

* Sua liberdade é fundamental. Filhos de Lilith não se apegam a conceitos fundamentados por influências religiosas alienadoras, muito menos conceitos filosóficos limitantes.

* Ela está em tudo, logo, não há limites práticos e estratégicos para um Lillin, o limite é a morte...

* Intensidade é uma característica notável dentre os aspectos Lilithianos. Caso inicie algo em relação a Lilith, faça com alma. Quando promover atitudes relacionadas com sua relação com o meio e tudo referente a sua evolução pessoal, lembre-se que a Tormenta é Lilith, ela está com você, faça seus ventos serem fortes o suficiente para integrar-se ao fluxo.

* Não há pecado, existem atitudes, faça o que é necessário para prosseguir no caminho Lil e promover o desenvolvimento de seus interesses, questões pessoais.

* Lilith está em tudo que é vivo, rege o entre-mundos... seja consciente, contudo, confie no seu instinto: Estar com Lilith é ser completo, integrado mental/Física/Espiritualmente .

A Deusa/Demônio/Mulher Noturna :

* A noite representa o mistério, o aspecto inconsciente, a psique oculta, desenvolva sua percepção e perceba os olhares obscuros nos meandros dimensionais.

* Não negligencie nenhum aspecto de sua personalidade, pois, um dia, você poderá precisar da Besta que existe em seu interior, se ela não for alimentada : Será um saco de ossos com dentes moles, inútil num determinado momento crucial.

* Não há perfeição, num multi-verso em constante expansão, mutações, não há padrão estático e inerte que possa ser definido como perfeito, você é um coeso de tudo que há de pior e melhor em todas as realidades...

* Não há correntes que prendam uma mente Lilithiana, reflita e compreenda suas ações como um todo, elas são a manifestação da vontade Lilithiana.

* A verdade está em tudo que acredita, contemple, admire, inspire-se, cultue Lilith da maneira que lhe é mais confortável.

Misticismo Lilithiano :

* Não há limites relacionando o que você entende, interpreta como método mágico, filosófico, esteja com Lilith, na maneira mais conveniente pra você...

* Busque conhece-la como um todo, desde sua origem, até suas diversas adaptações no decorrer da historia, assim, desenvolvendo sua compreensão sobre ela, buscando uma conexão mais intimista com suas esferas de atuação...

* Lilith domina e compõe o plano físico, da mesma forma que atua sobre as propriedades etéreas.

* Ela é a mãe dos Dragões (Mitologia Suméria). Título dado somente a três seres além dela, dentro dessa cultura. Dragões são os guardiões dos mistérios mágicos, defensores dos tesouros místicos e guardiões dos portais que constituem a transição entre os mundos, anunciadores do fim de uma era e o inicio de outra : O caminho de Lil é uma constante reconstrução, buscando aprofundar-se em seus mistérios pessoais, priorizando sua interação com o todo, dando importância aos conceitos físicos e nunca negligenciando as questões ocultadas pela sua mente consciente...

* Dita como a mãe das serpentes. Dentro dos conceitos mitológicos primordiais de Lilith, as serpentes descendem de uma raça ofídica extremamente sábia e mística, mestres da magia. A sabedoria é o maior artifício para o caminhante, o conhecimento é indispensável, busque evoluir intelectualmente, buscando soluções para todos os tipos de adversidades em qualquer tipo de metodologia e formas de interação com sua realidade pessoal, compreendendo-se de maneira progressista...

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Lilith. Mito Hebreu. Os sete pecados e o pensamento primordial

 





  E a primeira mulher foi Lilith, feita do pó da terra, mesma propriedade que origina-se Adão, animados pelo mesmo fôlego, criados pelo mesmo Deus. Nascidos para viver eternamente, na imensidão tranquila do Éden.




  No furor sexual, ironicamente, seus primeiros filhos começaram a nascer, não eram de carne, não possuíam ossos, sangue ou alma, seus primeiros filhos eram invisíveis aos olhos de qualquer um, intensos, críticos e dominadores, não há mãe que negue as vontades de um filho, ela estava criando, gerando suas primeiras crianças, no obscuro ventre denominado In'consciência.




  Ela observa seu companheiro alcançar o estase do prazer, ela desejou com todas as suas forças, obter essa sensação, ela contemplou Adão em seu ápice, despejando seus fluídos, seu corpo sobre o seu, nesse momento uma criança surgiu do desconhecido e nebuloso abismo em seus pensamentos, pequena e destemida, com olhos vibrantes, atravessou os limites da escuridão, almejando com todo seu ímpeto, possuir tudo que havia de melhor nesse mundo :




#Ganância surgiu, usando a vontade de Lilith, tal como uma criança atravessa a vagina de uma mulher.




  Lilith tornou-se vazia e apática, pois, não se contentava com suas sensações, desejava com todas as suas forças, a felicidade e satisfação que via em Adão após o sexo, mas, não sabia como superar seu estado e atingir o auge do furor sexual, logo, a primeira mulher tornou-se insatisfeita e a tristeza a tomou, evitando o ato, com o intuito de esquecer o que não poderia conseguir, pois, isso a atormentava, pois, quanto mais ela via Adão em seu ápice sexual, mais ela queria aquela sensação, nesse momento um nosso filho surgiu, na mais profunda região abismal de sua mente, mas, nada parecia com Ganancia, permaneceu deitado, imóvel, fazendo um som ensurdecedor, atraindo a atenção de seu primeiro irmão que desceu novamente o caminho obscuro da mente de sua mãe, interessado em possuir o que tanto chamava atenção e neutralizava a disposição de sua mãe :




# Preguiça surgiu, mesmo tão longe das vontades de Lilith, a dominou completamente, seu primeiro irmão o carregou, árdua tarefa, era um menino opulento, mesmo sem influenciar sua mãe de maneira consciente, só sua presença foi o suficiente.





  Adão desejou seu tão adorado coito, mas, Lilith recusava, Adão tornou-se inquieto, completamente necessitado, viciado no ato sexual, assim, como um predador deseja a carne de sua presa, ele cansa da negligência de sua consorte e avança violentamente, tentando conte-la e forçá-la a dar a ele seu desejo. Seu terceiro filho aparece em sua mente, como se estivesse em cada canto, urrando como um animal enlouquecido, gritos apavorantes, fortes como o som de um trovão, preguiça desperta, olha para o abismo e o avistar o tremor frenético de uma presença colossal, abalando as estruturas mentais, rachando o tudo a sua volta, ele sorri e volta a dormir, dominada por seu terceiro filho, a primeira mulher não obedece seu homem, lança golpes em sua face e o empurra, olhando de uma maneira feral, Adão tenta executar seu desejo novamente, mas, Lilith revida com toda sua fúria inimaginável:





  #Ira rompeu o véu entre a mente e toda realidade, abrindo um grande caminho de destruição, marcado com as chamas do inconformismo e da inconsequência dominando sua mãe e transformando sua vontade em frenesi.



  Naquele momento de força inigualável, Lilith enxergou sua capacidade, sua força misteriosa, capacidade que a deu esperança de ter o tão desejado ápice sexual, ela espancou Adão e tentou de todas as formas obter o conhecimento, tomar a força o que ela tanto desejava, mas, Adão a disse com um olhar sincero e amedrontado que não sabia como funcionava, não sabia como ele conseguia e ela não, e o quarto filho é criado, contudo, é como se não existisse...




 

 #Ganância, completamente impressionado com a força de seu novo irmão, foi vê-lo, ainda em estado de fúria, Ira, totalmente impetuoso, desferiu um grito avassalador, tão forte que jogou seu primeiro irmão nos confins do abismo inconsciente, Ganância não se perdeu, pois, a fenda criado por seu irmão, dava a ela a direção a seguir, caminhando, ele ouvi um leve choro, e encontra uma criança frágil, ele vê que é seu novo irmão, de alguma forma, a inconsequência de Ganância prejudicou o outro irmão que surgira depois, impossibilitando-o de chegar até a vontade de Lilith, ainda, choramingando, o pequeno e machucado irmão, pede ajuda pra chegar aonde ele provavelmente nunca conseguiria. Ganância, vendo que mesmo frágil, seu irmão teria algum valor ou utilidade pra ele, leva seu irmão no ombro, mas, olhando as costas da Ganância, você via um sorriso malicioso naquela pequena criatura que acabara de nascer :



 #Inveja começou sua influência, possuindo a vontade de Lilith e a indignando por não conseguir seu maior desejo, acalmando-a, fazendo ela pensar numa forma de ter o que tanto deseja, possuir o que tanto almeja, procurando um meio de arrancar de Adão, o ápice sexual. Ele estava sorrindo e não era pra escuridão do abismo inconsciente de Lilith, mas, pro seu outro irmão que já estava presente e evitou o impeto de Ira, pois, não queria compactuar com atitudes rudes e insensatas.



  Adão tornou-se mais brando e conversou com Lilith, dizendo-a que se pudesse e soube-se, ensinaria como chegar ao ápice. Inveja vasculhou a memória de sua mãe buscando astutamente um indício, informação que lhe desse vantagem sobre sua mãe, mesmo, parado, influenciando sua mãe sem seus outros irmãos perceberem, ele vaga rapidamente por sua mente, imperceptível, buscando aquele irmão que tanto o ignorou, sua aparência firme, segura e desdenhosa, lhe deu esperança em procurá-lo. Depois de muito vagar ele o encontra, mas, com ele havia mais dois irmãos, uma irmã muito parecida com Lilith, mas, com um olhar sedutor que impressionou Inveja, ao lado deles, sentado, estava o outro, magro, com um olhar vago, falando que estava se sentindo fraco e queria algo que lhe desce forças pra seguir em frente. O irmão que ele procurava o ignorou, mas, a mulher de olhar penetrante, disse que tinha o que ele procurava, a ideia que mudaria tudo e lhe daria vantagem sobre a influência : Lilith, foi tomada por algo que nunca tinha sentido, olhou profundamente nos olhos de Adão, o mesmo ficou impressionado e inerte, submisso à Lilith por um breve momento :



  #Luxuria surgiu, tal como se fosse a própria Lilith, possuía uma habilidade inata e espantosa de promover seus desejos e sub-julgar a vontade de Adão, por um breve momento teve sucesso, mas, naquele momento não conseguiu cometer seus anseios.

 



  Lilith tentou ficar sobre Adão, mas, mesmo com a vontade enfraquecida pelas atitudes sedutoras dela, ele resistiu e não permitiu que ela praticasse o ato sexual como ele, tornando-a fria e completamente tomada por algo que há provocava repulsa, sentindo-se inferiorizada por ele que estava negando o ápice que ela tanto desejava e tinha o direito igualitário :



  #Orgulho a dominou, mesmo distante, nas profundezas, ele conseguiu controlar a vontade de sua mãe, pois, não gostava da presença de seus irmãos, não achava eles dignos de partilhar a mesma mãe, ele tentou dominá-la completamente e expulsar seus irmãos, mas, o mais fraco e decrépito deles, por instinto, frustrou o plano dele.



  Lilith completamente exaurida, depois de todo conflito com Adão, foi tomada por uma necessidade enlouquecedora, uma vontade insana que a fez perder o controle, assim, como aconteceu antes, mas, essa vontade não a fez agredir Adão, fez ela sentir desejos incomuns, aguçou seus instintos e a fez sentir cheiros maravilhosos Lilith, ela vagou pelo Éden com o intuito de sentir aquelas novas sensações que a atraíram, através dos cheiros ela provou o gosto e sentiu em suas mãos as texturas do mundo que ela habitava.



  #Gula surgiu como uma imensa novidade e satisfação.



  Tudo que ela provou não foi o suficiente, pois, seu criador a repreendeu, a proibiu de provar de todos os sabores, cheiros e texturas do mundo, sendo ela, limitada a permanecer naquele local e ordenada a seguir as ordens de Adão. Lilith se sentiu injustiçada e diminuída, comparada ao chão que ela pisava, sentenciada a viver por baixo e abaixo de Adão em todos os aspectos, assim, ela abandonou Adão fugiu de sua terra primordial ...




Ofereço esse texto a duas mulheres que me impressionaram, e fazem esse homem que vos fala, preguiçoso, ou melhor : Letárgico despertar de seu sono, duas amigas, que mesmo, separadas em minha vida pela entropia e intensidade, acredito que possuem um elo incomum e completamente infernal comigo...

H.D > Orgulho ...

V.A > Luxuria ...


Discordialmente : F.C > Ganância / C.H > Preguiça