domingo, 6 de fevereiro de 2011

O Corpo do Caos , a criação da vida..













E o senhor prevaleceu sobre o corpo machucado de Tiamat
E com seu cruel cajado esmagou sua cabeça
Ele cortou as veias por onde passavam seu sangue
E fez o vento do norte correr por lugares secretos

Água perpetua ..


A água é o elemento criativo da vida e muitos contos e lendas narram que a vida emanou das águas espirituais. Ela é, desde muito um símbolo do ventre e da criação. Na cosmologia babilônica, os deuses filhos da Mãe Tiamat fluíram para a existência do seio das águas da vida. no folclore escandinavo, Ran, a deusa do mar, teve com seu consorte Aegir nove filhas gigantes: as ondas.
Mas a água tanto pode ser criadora como destruidora, fonte de vida e de morte.
Presente já nos fluidos amnióticos da vida pré-natal e ao longo de toda a nossa vida, a água é indispensável à existência por ser o elemento primário que circula pelas veias no interior do organismo.
Por outro lado, a morte é frequentemente descrita como o atravessar das águas. Na mitologia grega só se chega ao mundo subterrâneo dos mortos cruzando o rio Estige. Muitos dos antigos mitos atestam o poder destrutivo da água nas inundações e dilúvios.
A água é também purificadora. Possui seu próprio ritmo e movimento que representa o tempo e a mudança. Cruzar as águas significa uma profunda alteração de consciência , o que ainda pode ser entendido como iniciação.
A mais importante dessas iniciações associadas à água é o batismo. as atuais cerimônias de batismo não possuem a profundidade dos antigos batismos ritualísticos, que eram minuciosamente preparados para que, quando executados, desprendessem a teia etérica do corpo a fimd e abrir a verdadeira visão espiritual. Sua força regeneradora era tamanha que se equiparava a um segundo nascimento. Passava-se então a contemplar o mundo sob sua verdadeira luz, a espiritual, e as forças espirituais que operam no interior e através do reino físico passavam a ser claramente percebidas.
A água, como fonte da vida, foi sempre considerada misteriosa. Os oceanos e mares, mais velhosque a própria vida, estão constantemente em mutação e, contudo, são os mesmos. As civilizações vêm e vão, mas os grandes mares sempre estiveram presentes. Deles são extraídos os alimentos que perpetuam a vida, porém em suas profundezas desconhecidas muitos indivíduos perderam as suas . Para os antigos, a água era eternamente bela, sempre mutante e sem princípio ou fim.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Medo do mistério ..




Pesquisando sobre magia, bruxaria e outras vertentes do misticismo mundial, venho percebendo um parágrafo mágico que não consigo tirar de questão, levando em consideração os ritos de magia negra e seu envolvimento infernal, sempre me pego com uma incógnita, porque em todo rito de magia negra as pessoas se protegem com pentagramas , seja ele normal ou invertido? Compreendemos que o invertido originalmente também é um símbolo de proteção divina, fora os círculos protetores desenhados no chão, tanto medo para invocar as forças do Caos, será que a humanidade não está preparada para tal contato. Fico pensando em certas hipóteses baseadas em fatos ocorridos através dos tempos. Aleister morreu de maneira cruel e solitária, Helena P.B nem se fala, será que o caminho da magia é um caminho de desprendimento físico, em graus elevados, sua vida acaba se tornando algo fútil e sem sentido algum, acabamos como velhos sem aptidão para nenhum afazer desta realidade , no final de tudo a única companhia que teremos são os Deuses, Malachs e espíritos que invocados em nossos solitários procedimentos mágicos .
Que medo é esse, todos deveriam abrir seus pentagramas, libertar-se de tudo que aflige sua mente , esse terror que não deixa a humanidade evoluir, o porque de não encarar um espírito frente a frente, sem proteções , levando em consideração o fato que o corpo humano em sua conjuntura total é o próprio e perfeito pentagrama, somos abençoados com a luz divina desde a criação de nossa essência, então pense, por que ?

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

A antítese da realidade...



Vou expressar minhas teorias relacionadas a questionamentos de certas tradições religiosas de fundo dogmático intencionadas na promoção do medo como uma estratégia para controlar a massa que por séculos obedecem essas tradições injetadas no âmago da ignorância humana como uma forma de criar marionetes para uma civilização penitente e dependente de uma organização oportunista e convenhamos, muito inteligente.
Fiquem atentos a essas palavras, quero mostrar uma visão muito diferente de uma provável e iminente macula ao ser humano, falo agora do suposto tormento eterno aos pecadores e transgressores da divina palavra, existe de fato uma condenação para o espírito pelas condutas vivenciadas através de sua caminhada aliada a um deposito corpóreo ?
Eu digo, não!!!:


Vamos ser racionais pelo menos algumas vezes nesse mundo louco, como o seu espírito após o desligamento do seu corpo pode sofrer um suposto tormento eterno como diz aquele livro de péssimo autor, levando em consideração alguns fatos, como a definição da palavra sofrimento, creio que o mesmo possa ser imposto de várias maneiras aos seres dessa realidade, temos a tortura psicológica ( Mente, funções emotivas da mente ) e temos os flagelos físicos,como: Agressão, tortura e outros fatores relacionados, tais como acidentes e doenças que propiciam dores ou incômodos diversos. O primeiro fato é o sofrimento ligado com a pisque que é uma palavra que remete a alma , ao âmago do ser de maneira psicológica sem atribuições concretas aos estudos espirituais, através de alguns estudos relacionados com a natureza espiritual que influência os seres vivos, podemos interpretar essa questão de uma maneira bem ampla, em diversos casos estudados por especialistas, encontramos informações referentes ao uso da mente humana no momento onde um ser meta-físico está influenciando/controlando um ser vivo, em todos os casos relacionados, não é utilizado pela força extra-corpórea, as funções cerebrais referentes às capacidades sensoriais,assim, podemos atestar a insensibilidade dos seres que podem estar nos influenciando/controlando mediante intervenções inconscientes/conscientes de seres provenientes de outras dimensões. Outro fator envolvido, podendo elucidar essas questões são os processos de conformação transversais observados nos seres oriundos de outras dimensões/planos/esferas, constituídos de uma morfologia desprendida de fatores orgânicos e suas limitações, encontramos nessa questão uma polêmica e gigantesca discussão, pois, um ser vivo, possui uma unidade meta-física, um epicentro latente de energia com uma questionável interação com a comunicação sub-atômica universal, segundo alguns estudos, esta similaridade, nos coloca no centro de uma condição existencial controversa, onde nos perguntamos se a nossa condição psíquica, responsável pelos processos sensoriais são oriundas de nossa condição meta-física primordial ou essa característica é fruto da inércia evolutiva que hipoteticamente pode ter criado essa realidade sensorial limitada.


O abandono da mente consciente...

A psicologia nos dá uma versão muito interessante, não menos importante, contudo, numa trilha diferente, onde podemos observar algumas características que indiciam essa essência desprovida de sensorialismo e padrões físicos. Certas psicopatologias, ocasionadas por neuro-desiquilíbrios minerais e hormonais em eventos traumáticos do cotidiano humano ou decorrente de disfunções orgânicas diversas, provocam a fragmentação das funções conscientes da mentalidade humana, em alguns casos notáveis, essa fragmentação causa lesões psicológicas graves onde o ser vivo relacionado pode perder a capacidade consciente parcial ou totalmente. Nesses casos mais expressivos, encontramos a depressão profunda, psicopatias e esquizofrenia, agora, o que os loucos tem haver com a essência meta-física primordial ?

Em basicamente todos os casos, os seres afligidos, desenvolvem curiosos traços de ações relacionadas com o abandono das condições físicas, seja o bloqueio ou total disfunção das capacidades sensoriais : Em muitos casos, eles não obedecem as regras psicológicas involuntárias do ser vivo, perdendo funções básicas sentimentais e até mesmo, não sentindo nenhum tipo de condição emocional, tal como: carência, afetividade, padrões sociais, o mais fascinante, são os episódios onde em determinados casos, o critério da dor é invertido ou simplesmente negligenciado pela psique. Neste momento da discussão, eu abordo certos paradigmas que são interpretados com repulsa pela sociedade padronizada, nos casos mais alarmantes, onde seres humanos são completamente destroçados psicologicamente, criando uma vasta gama de assassinos, suicidas e desequilibrados, podemos ver uma questão que nos remete ao abandono da realidade sensorial, abraçando uma tentativa inconsciente de interação com a sua própria forma de transcendência, destruindo a si mesmo ou a tudo que lhe faz lembrar dos traços conscientes que um dia fora preso. Essa condição destrutiva perante tudo que é relacionado com o físico, pode ser atribuído a conceitos relacionados ao Caos primordial, sendo interpretado pelas funções conscientes que foram aniquiladas ou suprimidas pelo instinto puro e inconsciente, liberando esse desejo que tenta nos arrastar para a antítese, outrora evolutiva, hoje, inerte e rumo a total atrofia.

É claro que não podemos deixar de correlacionar, casos onde a fragmentação e aniquilação parcial da mente consciente coloca as funções do ser afligido num patamar de inversão de fatores onde prazeres e gostos são corrompidos e pessoas sintam satisfação em atitudes contrárias a tudo que foi interpretado como certo pela sociedade ou pela própria consciência assolada pela condição no decorrer de sua vivência. Nesses casos, podemos afirmar a influência sensorial, onde é descartado a influência desse impulso pré-consciente" enigmático.

Neuro-fisiologia. O plano físico, a alma é livre !

Pelo básico que conheço sobre fisiologia, para sofrer e sentir dor é preciso ter um conjunto sofisticado de receptores nervosos e um sistema nervoso central que recepta,distribui e armazena a interpretação do cérebro e o seu estimulo de aceitação, reconhecendo o feito como dor, sofrimento,etc. O espírito é de conjuntura energética e tem como fonte a propriedade primordial da consciência universal, segundo estudos, tendo uma total desligação sintética de sua contra-parte física, possuindo origens, padrões,conjunturas antagônicas. Mediante às afirmações anteriores, onde abordamos a ação da mente consciente e sua possível perda em alguns casos, observamos o abandono da função sensorial, total ou parcialmente em alguns casos e mesmo assim, o ser ainda possui desejos e atuações sem relações com suas capacidades neuro-psíquicas de raciocínio e criatividade, nesse caminho, afirmo sobre a condição ilimitada e existencial do que podemos interpretar como espírito ou por diversas formas diferentes, variando de acordo com as culturas onde o tema é abordado, sua atuação desprovida de grilhões físicos e sua capacidade ilimitada de elevação/evolução rumo ao seu mistério primordial individual.

Nesse mundo de finitas possibilidades de sensações, afirmo conclusivamente que podemos buscar caminhos pessoais que nos apontam a verdadeira evolução, livre de conceitos limitadores que sufocam as massas e trancafiam nossas almas nessa realidade que é interpreta em muitas filosofias como uma prisão, literalmente.

Através destas palavras de um suposto herege segundo a concepção da massa corrompida pela indução dos dogmas religiosos, não estou querendo dizer que pode sair por ai matando pelo amor de qualquer coisa que acreditem.

A verdadeira prova e sofrimento está na esfera física de acordo com os fatores citados anteriormente. Então , desde já comecem a barganha por suas almas, escolham suas formas e interpretações mais fieis de um contratador e de um contrato satisfatório para suas vidas físicas com o intuito de apaziguar o sofrimento que é viver, buscando o auxílio de "seres" mais experientes que já estão livres e que podem te auxiliar na fuga da maior prisão já vista na historia, a própria realidade.

“Assim como toda felicidade é passageira, nenhum sofrimento será eterno”.

Diabolus ...

Baal-Zebube/Bel-Zebuth e o lado negro do universo ..



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Existem certas formas de interpretar as energias que influenciam nossas existências, uma das mais interessantes é a interação da figura em alguns tipos diferentes de ciências ocultas, assim ocasionando um coeso através da comparação das partes envolvendo a figura do temido ser Qliphótico.
Segundo a filosofia cabalística, Qliphot é uma dimensão habitada por seres astrais de intenções maléficas e polaridade negativa, cada esfera correspondente as sub-dimensões desse reino tem uma correspondência com todos os planos, padrões de interação e influencias energéticas causando determinadas alterações na realidade.
Qliphot. A sombra da árvore da vida e os frutos da árvore da morte :
Cada uma dessas determinadas sub-dimensões, interpretadas de formas diferentes em vários seguimentos místicos e filosóficos prezados pelos praticantes de ocultismo e outras doutrinas, possuem portões que limitam a entrada e os segredos devidamente guardados nas profundezas dessas realidades, cada uma dessas realidades tem seus defensores, denominados guardiões dos portais , seriam os principais regentes dos princípios cósmicos de procedência caótica e polaridade negativa.
Bel-Zebuth, segundo essa diretriz mágica seria o guardião do portão de JAUCH plano inverso da esfera de HOD. Comandaria as questões ligadas ao ódio, os sentimentos vingativos e toda a forma de punir os seres vivos, seria a emanação cósmica do puro sofrimento e da putrefação, responsável pela degradação dos seres vivos, provavelmente ligado com a renovação da esfera biológica e seu processo alquímico natural.
Belzebuh e a Astrologia ..
Segundo a lendas populares, o mesmo seria o príncipe do inferno, herdeiro do trono infernal, toda essa hierarquia, denominou durante séculos uma serie de comparações entre outras vertentes ocultistas e seu métodos de definição do equilíbrio universal. A comparação com a astrologia age de maneira muito interessante levando em consideração a interpretação das questões envolvidas.
Bel-Zebuth seria o demônio que teria a regência dos atributos cósmicos transversais do Astro Saturno, logicamente suas características e envolvimento com as propriedades tanatológicas contribuiu com essa comparação com bastante impacto. O fato de saturno ser o filho do deus do céu Urano e de acordo com a mesma comparação o senhor infernal Lúcifer ser denominado como o regente das propriedades transversais do astro , determinou com bastante afinco essa tese.
Bel-Zebuth e suas possessões:
A determinada figura infernal detém o maior número de possessões autenticas na historia da igreja católica, sendo o único demônio nunca expulso dos corpos canalizados , uma de suas características é a sua permanência no corpo físico até a extinção das forças biológicas levando o ser vivo a morte, um dos fatos que contribuem a autenticidade, é a sua marca característica de vomitar uma espécie rara de víbora , encontra somente em uma determinada região africana.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O diabo em todas as mentes ...








Sempre colocam a culpa de todas as ocasiões catastróficas da vida humana , na figura do opositor , no diabo . Estranho pensar que um único ser é responsável por tanta destruição. Vamos raciocinar pelo seguinte fato :
Todos os seres vivos tem suas particularidades, vivências e questões que acarretam uma serie de reações baseadas nas ações promovidas pelos seres viventes. Pensando por esse lado, imagino que a vida é uma cadeia de reações baseada na conduta dos seres , logicamente , são nossas ações que promovem todas as alterações em nosso destino, levando essa teoria para fatores de maior proporção, vemos que as ações promovem mudanças , as ações são derivadas da mente, então é provável que a mente seja o fator culminante de alteração da realidade. Já pensou em estimular essa capacidade?
O famoso Mago negro, Aleister Crowley afirmou que a magia é o ato consciente de moldar a realidade de acordo com a nossa vontade. Explorando a palavra magia temos muitas traduções atestando essa palavra como a definição de uma pessoa sábia, conhecedora de mistérios, seria um mago o conhecedor e habilidoso ser humano dotado desta capacidade com grande maestria? Imagine as responsabilidades que um ser humano teria em saber que sua ação/mente/vontade pode alterar a realidade de maneira concreta . Voltando a questão do diabo , sempre colocado como uma figura animalesca , isso nos remete as questões envolvidas com o lado bestial , primal da mentalidade humana , as profundezas do inconsciente sem influencia da pseudo-razão totalmente impregnada por dogmas e morais que a sociedade humana mesclou com sua conduta através dos tempos, seria então a figura do diabo a representação mais próxima que temos da pureza mental, da origem da vontade? Todos nos seres humanos seriamos uma rede mental interando uma consciência profunda e pura tentando nos libertar das amarras da limitação, um coeso de um ser coletivo desprovido de influencias, dogmas e morais, sem a maldição que é a crença no bem e no mal ? Todos nos seriam o diabo primordial ou um dia fomos o Senhor da Fertilidade, da vida de maneira pura sem influência do caos que é a corrupção do idealismo humano ... (@CarlosTheFool)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Genesis de Baal-Zebube/Bel-Zebuth







Na antiga civilização da Mesopotâmia, havia o culto a Baal, Deus Solar da agricultura, terra e fertilidade, de acordo com as lendas, Baal era um bondoso e generoso Deus , sempre atento às necessidades humanas, abençoando todos os seus devotos com abundância e opulência, com o passar das eras o ser humano passou a tratar o seu culto com descaso , abandonando seus ritos e tradições, com o passar do tempo começaram a duvidar do poder e da presença divina do senhor da terra. O Deus, prezava o amor e a simpatia pelos seres humanos e nunca teve a intenção de castigá-los , Baal reteve toda a sua angústia , rancor e ódio pelos seres humanos nos confins de sua consciência , tentando esconder sua fúria em dimensões esquecidas pela sua realidade divinal, os humanos depredaram o seu culto cada vez mais , blasfemaram sobre sua honra, por fim, mudaram o seu nome com o intuito de ofende-lo, deram as costas a toda a benevolência do seu senhor e corromperam a figura do Deus solar de sua civilização, desvirtuaram o seu nome, chamando-o de Beliel (Perverso) .
Por eras de ofensa , ele condensou toda a sua fúria e sentimentos Divinos com intenções vingativas, tentando privar os seres vivos que tanto amava de calamidades que seu poder iria promover na face da terra, influenciado pelo seu desejo envolto do caos que a humanidade emanou sob forma distorcida de fé para seu Deus supremo . Por tempos tudo isso se tornou cada vez mais intenso para o Deus e a humanidade continuou a promover a discórdia mediante a figura e culto do seu senhor, Baal , num momento de extrema tristeza , por um estante adormeceu, cansado de ver seus amados filhos praticarem tanta discrepância, ele fechou seus olhos por um breve momento de descanso, nesta fração da infinita cronologia divina, sua consciência baixou suas guardas e toda aquela força destruidora, todo o sentimento caótico condensado em sua consciência tomou forma e conseguiu dominar a razão divina do Deus, temendo que todo o seu poder fosse possuído por está força oculta que por eras ele conteve, Baal retirou a parte antagônica de sua massa, expelindo todo aquele mal materializado sob a forma de sofrimento, miséria, destruição e ódio. Nesse momento, surgiu Baal-Zebube/ Bel-Zebuth “ O senhor das moscas”... (@CarloTheFool )

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Uma lenda cigana interessante..




Safira Samira, a Cigana Vampira. Uma vez um grupo de ciganos resolveu acampar numa vila da Romênia.
Dentre eles estava Safira Samira, uma excelente cabeleireira. Esta cigana gostava de fazer diversos tipos de tranças e tratar dos cabelos do seu povo. Muitas vezes os penteados que inventava fazia sucesso entre as nobres dos lugares em que passava. Uma de suas características mais marcantes é que ela tinha um colar de ouro com um pingente, em forma de trança, feito da mais pura safira. Porém num castelo perdido na floresta da Romênia havia o conde Vlad que virava um vampiro de noite. Há meses ele sonhava com uma cigana que veria de longe só para ser amada por ele. Então, na noite da mesma data em que chegou, o grupo de ciganos resolveu apresentar um espetáculo de dança. O show começou e as pessoas se aglomeraram ao redor. No meio da apresentação, Vlad misturou-se à multidão para assistir ao bailado, apaixonou-se por Safira Samira e pensou: – Esta é a cigana que aparece nos meus sonhos e pesadelos! – Por isto, morderei esta donzela e ela será minha para sempre. Após a apresentação Safira Samira estava admirando as estrelas, sozinha, atrás de sua tenda. Quando de repente o vampiro chegou e, com os seus dentes afiados, exclamou: – Quero ver o lindo colar em seu pescoço! A moça, percebendo a má intenção, afastou-se e gritou: – Pare! – Eu nunca virarei uma vampira e nunca serei seduzida por você, criatura das trevas! O monstro fez uma cara de demônio, agarrou a jovem e falou: – Morderei o seu pescoço assim mesmo. Mas, como você recusou-se a ser minha, depois da minha mordida você será uma “morcega” noturna, que nunca se transformará em mulher novamente. Seu destino será sugar o sangue dos cavalos no campo. Assim a donzela respondeu: – Posso até virar uma “morcega” como você disse. Porém, nunca deixarei de fazer o que gosto: tranças. Farei este tipo de penteado nem que seja nas crinas dos cavalos. Após falar estas palavras, a garota foi mordida por Vlad e virou uma “morcega” sugadora de sangue. Desta maneira ela voou até uma fazenda e fez tranças nos cavalos com suas asas, enquanto sugava os seus sangues. Por causa deste conto existe uma lenda afirmando que quando os cavalos amanhecem com as crinas trançadas foi obra de algum morcego, descendente de Safira Samira, que trança as crinas dos eqüinos enquanto suga o sangue.

sábado, 23 de outubro de 2010

Saint Germain . O conde imortal...





Há uma grande quantidade de testemunhos sobre a existência atual do Conde de Saint Germain.
Começemos pelo encontro que o famosíssimo e sério escritor Giovanni Papini teve com o Conde em 15 de Fevereiro de 1939, a bordo do navio "Prince of Wales", durante uma viagem pelo Oceano Índico, rumo à India. Esse encontro está documentado no livro "Gog" de Giovanni Papini com as seguintes palavras:

"Conheci estes dias o famoso Conde de Saint Germain. É um cavalheiro muito sério, de estatura mediana, de aparência robusta e vestido com refinada simplicidade. Não parece ter mais de cincoenta anos de idade".

"Nos primeiros dias da travessia não se aproximava e não falava com ninguém. Uma noite em que me encontrava só na cobertura e olhava as luzes de Massaua, apareceu de improviso junto a mim e me saudou. Quando me disse seu nome acreditei que se tratava de um descendente daquele conde de Saint Germain que ficou famoso no século XVIII por seus mistérios e com a lenda de sua longevidade. Há pouco tempo havia lido num magazine, um artigo sobre o conde "imortal" e por sorte não fui colhido de surpresa. O Conde mostrou satisfação ao saber que eu conhecia algo daquela história e se decidiu a fazer-me a grande confidência".

- Nunca tive filhos e não tenho descendentes. Sou aquele mesmo, se você acredita, que foi conhecido no século XVIII com o nome de Conde de Saint-Germain. Você deve ter lido que alguns biógrafos "me fazem morrer" em 1784, no castelo de Eckendoerde, no ducado de Achleswing. Porém existem documentos que provam que fui recebido em 1786 pelo imperador da Rússia. A condessa de Adhémar me encontrou em 1789 em Paris, na igreja de Recoletos. Em 1821 tive uma demorada conversação com o conde de Chalons na praça de São Marcos em Veneza. Um inglês de nome Vandam, me conheceu em 1847. Em 1869 começou minha relação com Annie Besant. A senhora Oakley tentou em vão encontrar-me em 1900, porém, conhecendo o caráter dessa boa senhora, consegui evitá-la. Encontrei alguns anos depois o sr.Leadbeater, que fez de mim uma descrição um pouco fantástica, porém no fundo, bastante fiel. Depois de uns sessenta anos de ausência, quis voltar a ver a velha Europa: agora regresso à India, onde se encontram meus melhores amigos. Na Europa de hoje, dessangrada e enlouquecida pela guerra, não há nada que fazer.

- Porém, se as notícias que eu tenho são exatas, em 1784, na época da sua presumida morte, você já tinha mais de cem anos...

- O Conde sorriu docemente.

- Os homens - respondeu - são muito desmemoriados e infantis para orientarem-se na cronologia. Cem anos, para eles, é um prodígio, um portento. Na antiguidade, e inclusive na Idade Média ainda se recordava algumas verdades, que a orgulhosa ignorância científica se esqueceu. Uma destas verdades é que nem todos os homens são mortais. A maioria morre depois de setenta ou cem anos; um pequeno número segue vivendo indefinidamente. Dentro deste ponto de vista, os homens se dividem em duas classes: a imensa plebe dos extinguidos e a reduzidíssima aristocracia dos "desaparecidos". Eu pertenço a essa pequena elite e em 1784 já havia vivido não um século, mas vários.

- Então você é um imortal?

- Não disse isto. É necessário distinguir imortalidade de imortalidade. As religiões sabem há milhares de anos que os homens são imortais, quer dizer, que começam uma segunda vida depois da morte. A um pequeno número destes está reservada uma vida terrestre tão longa que aos vulgos lhes parecem imortais. Porém, assim como nascemos num momento dado do tempo, é bastante provável que mais cedo ou mais tarde também deveremos morrer. A única diferença é esta; que nossa existência se mede por séculos e não por anos. Morrer aos setenta anos ou morrer aos setecentos anos não é uma diferença tão milagrosa para quem reflete sobre a realidade do tempo.

Se vossos semelhantes conhecessem melhor a história, não estranhariam certas afirmações. Em todos os países do mundo, antiguíssimos e modernos, há uma firme crença de que alguns homens não morreram, mas sim foram "arrebatados", isto é, desaparecem sem que se possa encontrar seu corpo. Estes seguem vivendo escondidos e incógnitas, ou talvez adormeceram e podem despertar e voltar de um momento a outro. Na Alemanha, próximo de Salsburgo, se espera há séculos, aparentemente adormecido, Carlos Magno; o Kyfhauser, onde se refugiou esperando Frederico Barbaroxa; e o Sudermerberg que ainda hospeda a Enrique o assassino. Na India dirão que Sahib, o chefe da sublevação de 1857, desaparecido sem deixar rastro no Nepal, ainda vive escondido no Himalaya. Os antigos hebreus sabiam que evitaram que o patriarca Enoch morresse. Esperou-se durante séculos que Alexandre Magno reaparecesse na Ásia, como Amilcar, desaparecido na batalha de Panormo e foi esperado pelos cartagineses. Nero desapareceu, sem submeter-se a morte. E todos sabem que os britânicos não acreditaram nunca na morte do rei Arhur, nem os Godos na de Teodorico, nem os daneses na de Holger Danske; nem os portugueses na do rei Sebastião, nem os suecos na do rei Carlos XII, nem os sérvios na de Kraljevic Marco.

Todos estes monarcas se encontram adormecidos e escondidos, porém devem voltar. Ainda hoje os mongóis esperam o regresso de Gengis Kan.

Uma interpretação plausível de certos versículos do Evangelho fez crêr milhões de cristãos que São João nunca morreu, mas sim que vive ainda entre nós. Em 1793, o famoso Lavater estava seguro de havê-lo encontrado em Copenhaguen. Porém bastaria o exemplo clássico do Judeu Errante, que sobre o nome de Ahas Verus ou de Butadeo, foi reconhecido em diversos países e em diversos séculos e que conta atualmente mais de mil novecentos e oitenta anos. Todas estas tradições, independentes uma das outras, provam que o gênero humano tem segurança ou ao menos pressentimento de que há verdadeiramente homens que sobrepassam muito o curso ordinário da vida e eu, que sou um destes, posso afirmar com autoridade que esta crença corresponde a verdade. Se todos os homens desfrutassem dessa longevidade fabulosa, a vida se faria impossível, porém é necessário que alguns de quando em quando, permaneçam: somos, em certo modo, os notários estáveis do transitório.

- Sou indiscreto e lhe pergunto. Quais são suas impressões como imortal?

- Não imagine que a nossa sorte seja digna de inveja. Nada disso. Na minha lenda diz-se que conheci a Pilatos e que assisti a Crucificação. É uma mentira grosseira. Nunca alardiei essas coisas que não são verdade. Todavia, há poucos meses completei quinhentos anos de idade. Portanto, nasci em princípios dos anos quatrocentos, em tempo de conhecer bastante a Cristóvam Colombo. Porém não posso agora contar minha vida. O único século no qual frequentei mais a sociedade, como você sabe, foi o dezoito e posso lamentá-lo. Porém ordinariamente vivo em solidão e não gosto de falar de mim. Experimentei nestes cinco séculos muitas satisfações e em especial não faltou alimento para a minha curiosidade. Vi o mundo mudar de cara; pude ver no curso de uma só vida a Lutero e a Napoleão, Luis XIV e Bismarck, Leonardo e Beethoven, Miguelangelo e Goethe. E talvez por isso me livrei das superstições dos grandes homens .Porém estas vantagens custaram um preço muito alto. Depois de um par de séculos, um tédio incurável se apodera dos desventurados imortais. O mundo é monótomo, os homens não ensinam nada, e em cada geração se cai nos mesmos erros e horrores; os acontecimentos não se repetem, mas se parecem; o que me faltava para saber, tive bastante tempo para aprendê-lo. Terminam as novidades, as surpresas, as revelações. Posso confessar a você, agora que só nos escuta o Mar Vermelho: minha imortalidade me causa aborrecimento. A terra já não tem segredos para mim, e já não tenho confiança em meus semelhantes. E repito com gosto as palavras de Hamlet, que ouví pela primeira vez em Londres em 1594: "O homem não me causa nenhum prazer e a mulher muito menos.

O conde de Saint Germain pareceu-me esgotado,como se por momentos fosse tornando velho. Permaneceu em silêncio por mais de um quarto de hora contemplando o mar tenebroso, o céu estrelado.

- Dispense me - disse finalmente - se meus discursos te aborreceram. Os velhos quando começam a falar, são insuportáveis.

Até Bombaim, o conde de Saint Germain não voltou a dirigir-me a palavra, apesar de que tentei várias vezes iniciar uma conversação com ele. No momento de desembarcar saudou-me cortesmente e o vi afastar-se com tres velhos hindús que se encontravam o esperando no cais.

Em outra obra muito famosa se afirma:

A existência histórica do conde se iniciou em Londres no ano de 1743. Lá pelo ano de 1745 teve certas fricções com a Justiça, pois era suspeito de espionagem. Horace Walpole fez esta observação a respeito: Está aqui há dois anos e não quer revelar quem é nem qual é sua origem se bem que confessa que utiliza um nome falso. Descrevia o conde como um homem de estatura mediana, rondando os quarenta e cinco anos, muito amável e conversador. Sabe-se que Saint Germain era um pseudônimo, porque ele mesmo disse em certa ocasião ao seu protetor,o "landgrave de Hese:

- Chamo-me Sanctus Germanus, o irmão santo.

Também se sabe que depois de passar vários anos na Alemanha, em 1758, se apresentou na corte de Luis XV. Madame de Pompadour deixou-nos uma descrição de Saint Germain: O conde parecia um cinquentão; tinha um ar fino, espiritual, vestia-se simplesmente, porém com gosto. Nos seus dedos brilhavam formosos diamantes, a tabaqueira e o relógio. Aquele forasteiro, aquele desconhecido cujo título de nobreza era muito duvidoso e cujo nome parecia incerto, de alguma forma soube abrir caminho para entrar no círculo íntimo de Luiz XV, quem lhe concedeu várias audiências privadas. E essa ascendência sobre o rei foi o que irritou sobremaneira o Ministro Choiseul e o que provocou o exílio e desgraça de Saint Germain. Finalmente se sabe que o conde passou a última época da sua vida no castelo de Landgrave de Hese, onde, segundo se diz, morreu em 27 de Fevereiro de 1784. Todavia, observamos que essa "morte" se sucedeu durante uma das raras ausências do Landgrave, ocasiões em que somente rodeavam o conde umas quantas mulheres facilmente subornáveis.

Se conhece sua história entre os anos 1743 e 1784. Pois bem, busquemos agora os testemunhos de pessoas fidedignas que o conheceram antes ou depois dessas datas limite. A condessa de Gergy, embaixadora da França próxima do estado veneziano, nos dá o primeiro informe. Viu a Saint Germain na casa de Madame Pompadour e, aparentemente ficou estupefata. Segundo suas próprias manifestações, recordou haver conhecido em Veneza lá pelo ano de 1700, a um aristocráta extrangeiro cuja semelhança com o conde Saint Germain era assombrosa, apesar de que tinha outro nome. Ela lhe perguntou se não seria seu pai ou outro familiar próximo.

- Não Madame - respondeu o conde com grande calma - Perdi meu pai há muito tempo. Porém vivi em Veneza entre o final do século passado e princípios deste. Por certo que tive a honra de fazer a corte, e você pode encontrar algumas canções populares compostas por mim e que ambos costumavamos cantar juntos.

- Perdoai minha franqueza, porém isso não é possível. Aquele conde de Saint Germain tinha então, quarenta e cinco anos, e você essa idade agora.

- Madame - respondeu sorrindo o conde - eu sou muito velho.

- Mas de acordo com esses cálculos você tem agora quase cem anos.

- Isso não é impossível.

Então, o conde enumerou ante a Madame de Gergy uma infinidade de detalhes relacionados com a estancia de ambos no estado de Veneza. E se tivesse alguma dúvida, se ofereceu a recordar-lhe certas circunstâncias, certas observações, etc.

- Não, não - lhe interrompeu apressadamente a embaixadora anciã - você já me convenceu completamente; porém você é um "diabo realmente extraordinário" (Citado por Touchard Lafosse em Croniques de l’oeil de Bouef)

Lá pelo ano de 1785 encontramos uma nova intervenção do conde, que não parece deixar dúvidas. O ano seguinte a sua morte oficial participou da convenção maçônica de Paris celebrada em 15 de Fevereiro de 1785.

Há outra pessoa cuja afirmação de haver conhecido o conde Saint Germain não se pode por em dúvida. Se trata de Wellesley Tudor Pole, viajante e industrial a quem lhe foi conferida a Ordem do Império Britânico e foi um acreditado estudioso de arqueologia, fundador da Big Ben Silent Minute Observance, presidente do Chalice Well Trust de Glastonbury e governador da "Glaston Torn School for Boys."

Em seu livro The Silent Road, Tudor Pole descreve um extranho encontro enquanto viajava no Orient Express. Era a primavera de 1938, e se dirigia a Constantinopla, lendo o Inferno de Dante.

Numa parada na Bulgária, Tudor Pole olhou pela janela e viu um homem de idade mediana, bem vestido e adornado, que caminhava sobre a neve, na plataforma da via férrea. O homem sorriu e saudou com a cabeça ao surpreendido viajante inglês. O trem partiu e logo entrou no túnel, porém o vagão de Tudor Pole seguiu com as luzes apagadas. Quando o trem saiu do túnel, o desconhecido estava sentado no lado oposto. Então viu a obra de Dante que Tudor Pole estava lendo e iniciou uma fascinante conversação sobre o problema do céu e o inferno e o enigma do nosso atual estado de existência.

Tudor Pole disse que seu companheiro de viagem falava com impecável sotaque, porém evidentemente não era inglês. Algo sugeria que ele poderia ser muito bem húngaro. Convidou o desconhecido a comer com ele, o qual replicou surpreendentemente que não comia manjares.

Um pouco atrapalhado e compreendendo que aquele homem não era um viajante comum, Tudor Pole se dirigiu ao carro restaurante. Quando voltou, uma hora mais tarde, seu misterioso visitante se havia ido.

Uns dias depois, Tudor Pole estava na plataforma de Scutari, junto ao Bósforo. Sua bagagem já estava no trem.

Voltou a aparecer meu amigo do Orient Express; estava entre a multidão, a certa distância de mim, e sacudia vigorosamente a cabeça. Desconcertado, deixei que o trem partisse sem mim. Pouco depois, este trem sofreu um acidente a uns 50 kilometros de onde eu me encontrava. Finalmente recuperei minha bagagem. Parte dela estava manchada de sangue.

Tudor Pole não identificou o desconhecido em seu livro, porém Walter Lang, que escreveu a introdução e também uns comentários sobre outro de seus livros, perguntou a Tudor Pole: Sabe quem era o homem do trem? Tudor Pole respondeu: Sim. Era Saint Germain.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010




“Ela monta a cavalo sobre a Besta; na sua mão esquerda ela mantém as rédeas, representando a paixão que os une. Na sua direita ela mantém no alto o cálice, o Santo Graal ardente de amor e morte. Nesta taça são misturados os elementos do sacramento da Eternidade (Aeon)"